Segunda-feira 22

12 meses, 12 desafios de saúde

Publicado em

A investigação e a inovação no domínio da saúde estão em constante evolução. Ano após ano, cientistas de todo o mundo aperfeiçoam as suas estratégias e técnicas laboratoriais para dar resposta aos maiores desafios do momento.

E à medida que a ciência avança, a nossa sociedade, o nosso estilo de vida e o nosso ambiente também mudam, criando novos desafios e, com eles, novos estudos de investigação.

Os investigadores da nossa rede são um exemplo de como a ciência continua a inovar perante os problemas que marcam o nosso tempo, e este blogue pretende mostrar os seus avanços e conhecimentos nas diferentes áreas da saúde. Hoje, partilhamos convosco os 12 artigos mais marcantes de 2025:

1. Estamos mais perto de curar a obesidade? Perguntámos ao especialista 

Uma em cada oito pessoas no mundo vive com obesidade. Contudo, apesar da sua elevada prevalência, é uma patologia que estamos a compreender cada vez melhor.

«A obesidade tem um estigma histórico. É muitas vezes interpretada como uma consequência associada a pessoas que não cuidam de si, que comem em excesso e de forma descontrolada. Mas isto é um mito que temos de combater. É verdade que alguns casos estão relacionados com o estilo de vida, mas muitos outros devem-se ao “azar” genético», explica Miguel López, investigador Health Research no Centro de Investigação em Medicina Molecular e Doenças Crónicas (CiMUS) da Universidade de Santiago de Compostela.

Que mais sabemos nós sobre a origem da doença? Que tratamentos existem e quais estão a ser desenvolvidos? Leia o artigo completo aqui.

2. Ciência ou ficção? Estudos de investigação que parecem saídos de um livro

«Ao longo da história, a ficção científica imaginou grande parte do que a ciência conseguiu e do que conseguirá num futuro próximo», explica Salvador Macip, investigador do Barcelonaβeta Brain Research Center (BBRC), apoiado pela Fundação ”la Caixa”. Estas histórias não só fascinaram gerações de leitores, como também acenderam a centelha da inovação científica, servindo de inspiração para descobertas capazes de transformar o futuro da saúde.

Descubra a investigação de Salvador e outras investigações reais da nossa rede que parecem ficção científica no artigo completo.

3. Imunologia: a chave para compreender e tratar muitas doenças

A investigação do sistema imunitário está a transformar a biomedicina e a abrir novos caminhos para prevenir, diagnosticar e tratar várias doenças.

Estes caminhos vão desde treinar as células do sistema imunitário para reconhecerem e eliminarem células tumorais até decifrar como elas comunicam para potenciar a resposta às infeções ou compreender por que atacam o próprio organismo nas doenças autoimunes. Neste artigo, três investigadores explicam-nos o potencial da imunologia, os avanços mais recentes nesta disciplina e a visão de futuro do CaixaResearch Institute, o primeiro centro de investigação especializado em imunologia de Espanha e um dos pioneiros na Europa.

4. A revolução terapêutica do ARN 

As terapias baseadas em ARN (uma molécula fundamental em processos essenciais, como a síntese de proteínas) estão a revolucionar a medicina. Oferecem formas mais versáteis, precisas e personalizadas de combater as doenças. 

«As vacinas de ARN são apenas o primeiro passo de uma revolução. Num futuro próximo, vamos assistir ao aparecimento não só de novas vacinas, mas também de medicamentos que, utilizando uma tecnologia semelhante, vão corrigir ou melhorar várias doenças», explica Puri Fortes, investigadora Health Research do Centro de Investigação Médica Aplicada (CIMA) da Universidade de Navarra e especialista em novas terapias de ARN para tratar o cancro do fígado. O potencial é enorme, mas os desafios também. 

Quais são? Que progressos foram feitos? Cinco investigadores da nossa rede explicam-nos isso no artigo completo.

5. «Também faço investigação para a cura da ELA»

«O anúncio de um diagnóstico de ELA é um choque violentíssimo e difícil de descrever. É uma morte anunciada. É difícil, primeiro para o doente e depois para as pessoas mais chegadas, digerir o que está a acontecer porque parece que não é real», explica María José Arregui, presidente da Fundação Luzón, uma instituição com a qual a Fundação ”la Caixa” colabora e que trabalha para a divulgação desta doença, para melhorar a qualidade de vida dos doentes e das suas famílias, e para promover a investigação. 

Os avanços científicos dos últimos anos estão, no entanto, a traçar um novo horizonte: pela primeira vez, surgem terapias inovadoras, start-ups especializadas e iniciativas que oferecem resultados promissores que poderão realmente transformar o futuro da ELA. Descubra os projetos da nossa rede que tornam isso possível no artigo completo.

6. Qual é o preço do stress para a nossa saúde?

Embora o stress seja uma resposta natural do organismo que nos permite reagir a situações de perigo, quando se mantém ao longo do tempo, pode tornar-se um inimigo silencioso da saúde. Aumenta o risco de problemas cardiovasculares, afeta o sistema nervoso, com consequências para a memória, favorece o aparecimento de perturbações de ansiedade e depressão, e até gera inflamação no organismo.

Então, como podemos reduzir o stress para melhorar a saúde? A chave está em melhorar o diagnóstico do stress crónico e promover a prevenção através da sociedade e do nosso estilo de vida. Discutimos isto mesmo com investigadores especialistas no artigo completo.

7. O novo mapa das doenças tropicais

As doenças tropicais não conhecem fronteiras. Nos últimos anos, Espanha tem registado casos autóctones de doenças tropicais que, até há pouco tempo, ainda não tinham pisado solo europeu. «Algumas que costumavam ocorrer esporadicamente, como a febre do Nilo Ocidental, são agora endémicas», diz Jordi Figuerola, investigador da Estação Biológica de Doñana (CSIC) e do Centro de Investigación Biomédica en Red de Epidemiología y Salud Pública (CIBERESP). 

Descubra neste artigo como a sua investigação e a de outros investigadores da nossa rede e bolseiros da Fundação ”la Caixa” procuram melhorar a deteção precoce, o acompanhamento e o controlo destas doenças, tanto em laboratório como junto da população. 

8. Estamos a ganhar a corrida contra a doença de Alzheimer?

Até agora, a previsão e o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer só eram possíveis através de técnicas invasivas, como a punção lombar, que permite analisar o líquido cefalorraquidiano, ou através de exames dispendiosos, como a tomografia por emissão de positrões (PET).

Agora, investigadores do Instituto de Investigación Sant Pau de Barcelona (IR Sant Pau) e do BBRC deram um passo decisivo: demonstraram que a deteção do biomarcador p-tau217 no plasma, através de uma simples análise ao sangue, permite prever não só o aparecimento da doença de Alzheimer, mas também a sua  progressão clínica, mesmo quando os sintomas ainda não são evidentes. Ignacio Illán, investigador do IR Sant Pau, explica-nos tudo em: link.

9. Qual é a idade do seu coração?

Nos últimos anos, tem-se observado uma tendência preocupante: está a aumentar o número de enfartes em pessoas jovens, mesmo com menos de 40 anos. Porque é que isto está a acontecer? 

«Por um lado, as ferramentas de diagnóstico melhoraram, o que nos permite detetar novos casos mais facilmente. Por outro, as mudanças no estilo de vida anteciparam o aparecimento de fatores de risco em idades mais precoces: o abandono da dieta mediterrânica, o aumento da inatividade física…», explica Borja Ibáñez Cabeza, diretor científico do Centro Nacional de Investigaciones Cardiovasculares (CNIC), cardiologista no Hospital Fundación Jiménez Díaz, em Madrid, e bolseiro da Fundação ”la Caixa”.

Neste artigo, conversámos com Borja e outros especialistas da nossa rede acerca da investigação deste problema de saúde e do grande desafio que representa o seu diagnóstico e prevenção.

10. Reescrever a menopausa

Segundo a Associação Espanhola para o Estudo da Menopausa (AEEM), mais de 90% das mulheres têm algum dos mais de 40 sintomas associados à menopausa, como alterações neurológicas, insónia e afrontamentos, e entre 25 e 50% têm-nos com intensidade grave. Que tratamentos eficazes estão já disponíveis e que tratamentos se afiguram no horizonte? Até que ponto compreendemos o impacto da menopausa na saúde física e mental?

Pode ficar a conhecer a nossa conversa com o investigador da nossa rede Joan Roig, do Vall d’Hebron Instituto de Investigación (VHIR), e com Glòria Borràs, ginecologista e bolseira da Fundação ”la Caixa”, no artigo completo.

11. Deixando a insulina para trás

Apesar dos avanços tecnológicos, a estratégia de tratamento da diabetes não mudou: substituir uma hormona que o organismo já não consegue produzir ou utilizar corretamente. Embora salve vidas, a insulina continua a ser uma solução temporária: não cura a doença nem evita as suas complicações a longo prazo.

Desde 2024, a fundação Breakthrough T1D colabora com a Fundação ”la Caixa” no financiamento de projetos de investigação sobre a diabetes tipo 1. Um exemplo é o de Lorenzo Pasquali, investigador do Departamento de Medicina e Ciências da Vida da Universidade Pompeu Fabra (UPF), em Barcelona, que está a estudar a utilização de terapias capazes de regenerar o organismo para restaurar a sua capacidade de produzir insulina, especificamente, através do transplante de células β produtoras da hormona. 

Como estão a evoluir estas novas terapias? O que está no horizonte da diabetes? Explicam-nos tudo no artigo completo.

12. A corrida contra a resistência aos antibióticos. Como a podemos vencer? Perguntámos ao especialista

Bactérias pesadelo”, superbactérias, bactérias multirresistentes são conceitos cada vez mais familiares e que refletem a mesma realidade: a impossibilidade de combater as infeções bacterianas com moléculas antimicrobianas.

«Trata-se de uma pandemia silenciosa porque, ao contrário da Covid-19, propaga-se sem a visibilidade de uma crise aguda. No entanto, as mortes associadas a bactérias resistentes aos antibióticos continuam a aumentar todos os anos», explica Marc Torrent, professor associado do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Autónoma de Barcelona. 

Quais são as causas? Como podemos preveni-la e que novos tratamentos estão a ser desenvolvidos? Confira no artigo completo.

Partilhar

0

Categoría:

Sem categoria

  • Arquivo