Sexta-feira 17

Será que podemos evitar as próximas pandemias?

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Doença X

Esta foi a designação que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu, em 2018, a uma patologia que, embora ainda não fosse conhecida (e talvez nem existisse), poderia causar uma epidemia ou pandemia grave no futuro.

Apenas dois anos depois, surgiu o que se pode considerar o primeiro exemplo dessa “doença X”: a COVID-19.

Desde então, a constante “enxurrada” de notícias sobre novos agentes patogénicos, alertas de saúde e surtos (gripe das aves, varíola dos macacos, ébola, hantavírus, etc.) voltou a alimentar o nosso medo face uma dúvida inevitável: «Estaremos à beira de uma nova pandemia?». E este medo é seguido de uma tentativa de pensamento tranquilizador: «Depois de tudo o que aprendemos com a COVID-19,

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Quinta-feira 25

A era da inflamação

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Água com limão; shots de gengibre, curcuma e canela; dieta mediterrânica com matcha e kombucha; boa higiene do sono e exercício diário; jejum intermitente; banhos de gelo; até mesmo dispositivos de luz vermelha e passeios descalço (grounding) para se reconectar com a terra.

Estas são apenas algumas estratégias anti-inflamatórias de uma longa lista que parece crescer todos os dias. Estas estratégias prometem afastar-nos tanto das doenças cardiovasculares, da diabetes e do cancro, como de sintomas do dia a dia como o cansaço, o stress e o mal-estar geral. Na verdade, nos últimos anos, a inflamação saiu do laboratório para se tornar um dos conceitos mais recorrentes,

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Segunda-feira 22

News from the “Lab”: E se pudéssemos travar a ELA?

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A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa que destrói progressivamente os neurónios responsáveis pelo movimento. À medida que a doença avança, os doentes vão perdendo a capacidade de se movimentar, falar, comer e até mesmo respirar.

Atualmente, ainda não existe uma cura e os tratamentos disponíveis só conseguem retardar ligeiramente a progressão da doença. Por esta razão, o desenvolvimento de novas terapias é um dos grandes desafios da investigação biomédica.

Com este objetivo em mente, a equipa liderada por Ana Martínez e Carmen Gil no Centro de Investigaciones Biológicas Margarita Salas do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) está a estudar, há vários anos,

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Quinta-feira 18

O que sabemos sobre a relação entre o álcool, a dieta mediterrânica e a saúde?

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O impacto do consumo de álcool na saúde é elevado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos ocorrem 2,6 milhões de mortes atribuíveis ao consumo de álcool em todo o mundo. Além disso, cerca de 400 milhões de pessoas sofrem de perturbações relacionadas com o consumo de álcool e, destas, 209 milhões vivem com dependência.

Em Espanha, o álcool é a segunda causa evitável de mortalidade, sendo responsável por cerca de 4% das mortes todos os anos e tendo um impacto especialmente elevado na população jovem.

O consumo de álcool está associado ao desenvolvimento de inúmeras doenças hepáticas, gastrointestinais e pancreáticas, a perturbações cardiovasculares e neurológicas,

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Quinta-feira 11

A saúde do sono

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Existe a falsa crença de que dormir mal é uma consequência inevitável do envelhecimento ou de etapas da vida como a gravidez e a perimenopausa, bem como de que podemos reduzir as horas de descanso para ganhar produtividade, muitas vezes sem nos apercebermos de que a privação crónica de sono compromete a nossa saúde.

Dormir bem não é apenas descansar, é uma necessidade básica e essencial que protege o nosso cérebro. Através do olhar especializado da Dra. Ana Fernández Arcos, neurologista e investigadora do Barcelonaβeta Brain Research Center (BBRC), vamos explorar a razão pela qual uma boa qualidade do sono pode funcionar como uma barreira contra o declínio cognitivo e a doença de Alzheimer. 

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