Terça-feira 28

Instantâneo do mês: “Devir”

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As formas fluidas e abstratas da natureza têm a capacidade de inspirar tanto um avanço científico como uma obra de vanguarda. O instantâneo deste mês situa-se precisamente nessa fronteira: uma imagem que representa uma descoberta fundamental na regulação da fertilidade humana, mas que, ao olhar artístico, evoca o crescimento orgânico das esculturas de Jean Arp. 

Para analisar este instantâneo pertencente a um estudo publicado na revista Science propomos um cruzamento de perspetivas: a artística e a científica. A abordagem científica é apresentada por Eva González Suárez, diretora do estudo, investigadora e chefe do Grupo de Transformação e Metástase do Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO),

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Terça-feira 28

News from the Lab | Dez pessoas curadas do VIH: o caso do paciente de Oslo

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A infeção pelo VIH ataca o sistema imunitário das pessoas afetadas. Embora atualmente seja possível tratá-la e preveni-la de forma eficaz através da terapia antirretroviral, ainda não existe uma cura que seja totalmente aplicável e acessível à população em geral. Por este motivo, encontrar um tratamento definitivo continua a ser um dos maiores desafios da medicina moderna.

No entanto, existem casos que abrem uma janela de esperança para esse objetivo: os dos doentes que entraram em remissão do vírus após se submeterem a um transplante de células estaminais para tratar um cancro hematológico. Com o objetivo de avançar neste sentido, o consórcio internacional IciStem, coordenado pelo IrsiCaixa – centro de investigação líder na investigação sobre infeções e imunidade –,

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Sexta-feira 17

Será que podemos evitar as próximas pandemias?

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Doença X

Esta foi a designação que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu, em 2018, a uma patologia que, embora ainda não fosse conhecida (e talvez nem existisse), poderia causar uma epidemia ou pandemia grave no futuro.

Apenas dois anos depois, surgiu o que se pode considerar o primeiro exemplo dessa “doença X”: a COVID-19.

Desde então, a constante “enxurrada” de notícias sobre novos agentes patogénicos, alertas de saúde e surtos (gripe das aves, varíola dos macacos, ébola, hantavírus, etc.) voltou a alimentar o nosso medo face uma dúvida inevitável: «Estaremos à beira de uma nova pandemia?». E este medo é seguido de uma tentativa de pensamento tranquilizador: «Depois de tudo o que aprendemos com a COVID-19,

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Quinta-feira 25

A era da inflamação

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Água com limão; shots de gengibre, curcuma e canela; dieta mediterrânica com matcha e kombucha; boa higiene do sono e exercício diário; jejum intermitente; banhos de gelo; até mesmo dispositivos de luz vermelha e passeios descalço (grounding) para se reconectar com a terra.

Estas são apenas algumas estratégias anti-inflamatórias de uma longa lista que parece crescer todos os dias. Estas estratégias prometem afastar-nos tanto das doenças cardiovasculares, da diabetes e do cancro, como de sintomas do dia a dia como o cansaço, o stress e o mal-estar geral. Na verdade, nos últimos anos, a inflamação saiu do laboratório para se tornar um dos conceitos mais recorrentes,

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Segunda-feira 22

News from the “Lab”: E se pudéssemos travar a ELA?

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A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa que destrói progressivamente os neurónios responsáveis pelo movimento. À medida que a doença avança, os doentes vão perdendo a capacidade de se movimentar, falar, comer e até mesmo respirar.

Atualmente, ainda não existe uma cura e os tratamentos disponíveis só conseguem retardar ligeiramente a progressão da doença. Por esta razão, o desenvolvimento de novas terapias é um dos grandes desafios da investigação biomédica.

Com este objetivo em mente, a equipa liderada por Ana Martínez e Carmen Gil no Centro de Investigaciones Biológicas Margarita Salas do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) está a estudar, há vários anos,

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