Estamos a ganhar a corrida contra a doença de Alzheimer?
Publicado em

Há já algum tempo que a ciência é capaz de diagnosticar a doença de Alzheimer e, inclusivamente, de prever o seu aparecimento numa fase muito precoce. No entanto, até agora, isto só era possível através de técnicas invasivas — como a punção lombar, que permite analisar o líquido cefalorraquidiano — ou através de exames dispendiosos como a tomografia por emissão de positrões (PET).
Agora, investigadores do Instituto de Investigación Sant Pau de Barcelona (IR Sant Pau) e do BBRC deram um passo decisivo: demonstraram que a deteção do biomarcador p-tau217 no plasma, através de uma simples análise ao sangue, permite prever não só o aparecimento da doença de Alzheimer, mas também a sua progressão clínica, mesmo quando os sintomas ainda não são evidentes.
Esta descoberta surge num momento crucial: no passado mês de abril, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou a comercialização do lecanemab (Leqembi), o primeiro medicamento destinado a reduzir a acumulação da proteína β-amiloide no cérebro de pessoas com défice cognitivo ligeiro.
Como se relacionam estes avanços? E que impacto terão nos doentes?
