Instantâneo do mês: “Topografia da matéria viva”
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Se o conseguíssemos percecionar, como seria o som do envelhecimento? Que notas musicais representariam a mudança de forma, estrutura e cor que ocorre ao longo dos anos? E, no sentido inverso, que sons emitiria o nosso corpo se fosse capaz de reverter este processo?
Talvez o som exista e nós simplesmente não o saibamos ouvir. Algo semelhante acontece neste novo Instantâneo do mês. Como se de uma experiência de sinestesia sensorial se tratasse, a imagem científica que observamos desperta sensações aparentemente desconexas ou até contraditórias: uma quietude em movimento ou um silêncio ensurdecedor. E a descoberta que se esconde por detrás disso não é menos desconcertante: revela um mecanismo fundamental envolvido no envelhecimento – e na regeneração – das células estaminais hematopoiéticas.


