Quarta-feira 25

«Também faço investigação para a cura da ELA»

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Algo está a mudar na luta contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA). 

Durante anos, esta doença neurodegenerativa foi sinónimo de incerteza, sofrimento e falta de opções terapêuticas. No entanto, os avanços científicos dos últimos anos estão a traçar um novo horizonte: pela primeira vez, surgem terapias inovadoras, start-ups especializadas e iniciativas que oferecem resultados promissores que poderão realmente transformar o futuro da ELA.

Esse impulso coletivo não está a nascer apenas em grandes empresas ou laboratórios. Está também a ganhar forma em universidades, hospitais e centros de investigação por todo o mundo, onde investigadores, médicos e especialistas trabalham diariamente com um objetivo comum: compreender a ELA e chegar ao seu tratamento. 

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Quinta-feira 05

O rasto invisível dos microplásticos

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“Embora o depositemos no contentor certo, a maior parte do plástico produzido no mundo acaba em aterros sanitários, sendo reciclado menos de 10%. Com a ação do sol, do vento e das ondas, este fragmenta-se, libertando microplásticos para o meio ambiente”, explica Emma Calikanzaros, investigadora na área da epidemiologia ambiental e dos microplásticos.

Estes plásticos minúsculos, que também se desprendem de produtos têxteis e cosméticos, viajam pelos rios, pelo mar e pelo ar. Estudá-los não é tarefa fácil, pois são partículas de 0,1 a 5 milímetros, muito distintas em termos de formato, tamanho e composição. “Ainda não existem métodos padronizados a nível global para medir a sua concentração,

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Quinta-feira 29

A revolução terapêutica do ARN

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Quando Margaret Keenan, uma mulher de 90 anos de Coventry (Reino Unido), recebeu a primeira vacina contra a COVID-19, tinham passado apenas 11 meses desde a descoberta do vírus que a causou e menos de nove meses desde a declaração de pandemia. Estávamos a 8 de dezembro de 2020 e a biomedicina estava a estabelecer um recorde histórico. Em comparação, a vacina contra o ébola demorou cinco anos a ser desenvolvida e aprovada, e a vacina contra o sarampo, sete anos. Esta rapidez sem precedentes foi possível graças a uma combinação de fatores, entre eles, financiamento e cooperação global excecionais, mas um deles fez toda a diferença: a tecnologia do ARN (ácido ribonucleico ou RNA,

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Terça-feira 27

“Infimidade”

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Imagine que está num museu. Passa por dezenas de quadros, até que um – não sabe bem porquê – o faz parar. Não se trata apenas do que vê, mas do que sente.

Agora, imagine outro cenário. Um laboratório e, ao microscópio, uma imagem. Células tingidas de cores impossíveis, formas que parecem paisagens abstratas. Não está no Museu do Prado, mas algo naquela imagem capta a sua atenção. Uma imagem que pode ser também a chave para uma nova descoberta científica.

Enquanto um investigador cria conhecimento, um artista desperta emoções. Mas a fronteira nem sempre é tão óbvia.

Hoje, falámos com Eloísa Herrera,

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Terça-feira 20

Desafios e avanços na transplantação de órgãos: uma vida mais longa e melhor para o doente

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A transplantação de órgãos e tecidos é, sem dúvida, um dos grandes marcos da medicina moderna. Não só salvou centenas de milhares de vidas nas últimas décadas, como transformou radicalmente o dia a dia de muitas pessoas, libertando-as de tratamentos longos, invasivos e esgotantes – como a diálise ou a necessidade de estarem permanentemente ligadas a uma máquina de oxigénio em casos de doenças pulmonares avançadas –, permitindo-lhes recuperar a sua autonomia e regressar a uma vida ativa e com maior qualidade.

172 000 transplantes realizados em 2023 a nível mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar deste número admirável, ainda estamos muito longe de satisfazer a procura global: 2 milhões de transplantes por ano.

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