Quinta-feira 29

A revolução terapêutica do ARN

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Quando Margaret Keenan, uma mulher de 90 anos de Coventry (Reino Unido), recebeu a primeira vacina contra a COVID-19, tinham passado apenas 11 meses desde a descoberta do vírus que a causou e menos de nove meses desde a declaração de pandemia. Estávamos a 8 de dezembro de 2020 e a biomedicina estava a estabelecer um recorde histórico. Em comparação, a vacina contra o ébola demorou cinco anos a ser desenvolvida e aprovada, e a vacina contra o sarampo, sete anos. Esta rapidez sem precedentes foi possível graças a uma combinação de fatores, entre eles, financiamento e cooperação global excecionais, mas um deles fez toda a diferença: a tecnologia do ARN (ácido ribonucleico ou RNA,

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Terça-feira 27

“Infimidade”

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Imagine que está num museu. Passa por dezenas de quadros, até que um – não sabe bem porquê – o faz parar. Não se trata apenas do que vê, mas do que sente.

Agora, imagine outro cenário. Um laboratório e, ao microscópio, uma imagem. Células tingidas de cores impossíveis, formas que parecem paisagens abstratas. Não está no Museu do Prado, mas algo naquela imagem capta a sua atenção. Uma imagem que pode ser também a chave para uma nova descoberta científica.

Enquanto um investigador cria conhecimento, um artista desperta emoções. Mas a fronteira nem sempre é tão óbvia.

Hoje, falámos com Eloísa Herrera,

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Terça-feira 20

Novas oportunidades para vencer o cancro

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“Os ensaios clínicos não são apenas uma ferramenta de investigação, mas uma possibilidade real de tratamento para doentes que já esgotaram as suas opções“. Esta é a premissa com que a diretora da Unidad de Investigación de Terapia Molecular del Cáncer – CaixaResearch (UITM-CaixaResearch) do Vall d’Hebron Instituto de Oncología (VHIO), Elena Garralda, valida cada uma das novas terapias promovidas por esta unidade.

Um exemplo disto é o ensaio clínico do projeto europeu PragmaTIL, liderado pelo VHIO. Com a participação de 12 instituições de 6 países, entre elas a Fundação ”la Caixa”, este ensaio tratou o primeiro doente com uma imunoterapia inovadora.

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Quarta-feira 30

Imunologia: a chave para compreender e tratar muitas doenças

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O sistema imunitário é uma das grandes maravilhas da evolução. Deteta e reage a vírus, bactérias, parasitas, células tumorais e até a agressões de objetos inertes. Da mesma forma, o nosso esforço para compreender e decifrar como atua o nosso próprio sistema imunitário é também uma das grandes conquistas da humanidade. Um exemplo claro disso é o facto de, só nos últimos 50 anos, as vacinas terem salvado 154 milhões de vidas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Atualmente, a imunologia, o ramo das ciências biomédicas que estuda o sistema imunitário, vai muito mais longe. Está a redefinir a biomedicina, abrindo a porta a novos avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento de todo o tipo de doenças,

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Terça-feira 11

Instantâneo CaixaResearch: beta-amiloide, um elemento-chave nas fases iniciais da doença de Alzheimer

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A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência e, apesar do seu enorme impacto, ainda não existe uma cura efetiva. O seu impacto na sociedade é enorme e estima-se que, em 2050, o número de casos de Alzheimer irá triplicar, passando dos atuais 1,2 milhões de casos em Espanha para 3,6 milhões de doentes. À medida que a doença avança, ocorre uma neurodegeneração progressiva que afeta não só a memória da pessoa, mas também a capacidade de se relacionar com os outros e até a própria identidade.

Durante anos, acreditou-se que os danos cerebrais associados à doença de Alzheimer, especialmente em regiões essenciais para a memória, ocorriam apenas quando duas proteínas estavam presentes: a beta-amiloide e a tau.

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