Sexta-feira 25

El nuevo mapa de las enfermedades tropicales

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Acordas numa manhã de verão e descobres várias picadelas na pele. Dias depois, tens febre, náuseas e dores intensas nas articulações. No consultório médico, recebes um diagnóstico inquietante: dengue. “Mas não é uma doença exótica?”, perguntas-te a ti próprio. A resposta é óbvia: já não.

Embora possa parecer o início de um romance distópico, este fragmento pode muito bem ser o reflexo de experiências reais vividas por pessoas que moram na sua cidade. Em Espanha, por exemplo, têm-se registado alguns casos autóctones de doenças tropicais que, até há pouco tempo, ainda não tinham pisado solo europeu. O mais preocupante é que não se trata de incidentes isolados, mas sim de sinais de uma mudança mais profunda. 

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Quinta-feira 24

“Deslocação”

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Criar, observar, pensar, corrigir, repensar… Diria que estes passos fazem parte do trabalho de um artista ou de um investigador?

Sem contexto, é difícil saber, não é? Mas, se à cena acrescentarmos pincéis e estátuas, ou pipetas e microscópios, a resposta pode parecer mais óbvia. Portanto, na sua essência, não serão a arte e a ciência mais parecidas do que julgamos?

Neste novo Instantâneo CaixaResearch, acompanham-nos David Sancho, investigador da nossa rede no Centro Nacional de Investigaciones Cardiovasculares (CNIC) de Madrid, e Guillermo Mora, artista visual e bolseiro da Fundação ”la Caixa”.

Juntos, vamos partir de uma imagem científica para explorar uma descoberta biomédica inovadora e,

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Quinta-feira 26

Qual é o preço do stress para a nossa saúde?

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Okinawa, Japão. Sardenha, Itália. Nicoya, Costa Rica. Três pontos do mapa distantes entre si, mas que, no entanto, têm uma característica surpreendente em comum: a esperança de vida dos seus habitantes é muito elevada, superior a 100 anos.

Estas são três das chamadas Blue Zones, lugares onde as pessoas não só vivem mais, mas também com melhor saúde. Qual é o segredo? 

Para além da dieta e da atividade física, os investigadores concordam que há um fator-chave que une estes lugares: os seus habitantes vivem em ambientes que favorecem o descanso, as relações sociais e promovem um forte sentido de propósito na vida, para além de experimentarem baixos níveis de stress. 

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Quinta-feira 05

O rasto invisível dos microplásticos

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“Embora o depositemos no contentor certo, a maior parte do plástico produzido no mundo acaba em aterros sanitários, sendo reciclado menos de 10%. Com a ação do sol, do vento e das ondas, este fragmenta-se, libertando microplásticos para o meio ambiente”, explica Emma Calikanzaros, investigadora na área da epidemiologia ambiental e dos microplásticos.

Estes plásticos minúsculos, que também se desprendem de produtos têxteis e cosméticos, viajam pelos rios, pelo mar e pelo ar. Estudá-los não é tarefa fácil, pois são partículas de 0,1 a 5 milímetros, muito distintas em termos de formato, tamanho e composição. “Ainda não existem métodos padronizados a nível global para medir a sua concentração,

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Quinta-feira 29

A revolução terapêutica do ARN

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Quando Margaret Keenan, uma mulher de 90 anos de Coventry (Reino Unido), recebeu a primeira vacina contra a COVID-19, tinham passado apenas 11 meses desde a descoberta do vírus que a causou e menos de nove meses desde a declaração de pandemia. Estávamos a 8 de dezembro de 2020 e a biomedicina estava a estabelecer um recorde histórico. Em comparação, a vacina contra o ébola demorou cinco anos a ser desenvolvida e aprovada, e a vacina contra o sarampo, sete anos. Esta rapidez sem precedentes foi possível graças a uma combinação de fatores, entre eles, financiamento e cooperação global excecionais, mas um deles fez toda a diferença: a tecnologia do ARN (ácido ribonucleico ou RNA,

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