Sábado 28

Doenças mitocondriais com Albert Quintana

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Uma doença rara é, por definição, uma doença que afeta menos de uma em cada 2000 pessoas.

É por isso que se chama “rara”. No entanto, se considerarmos que existem 7000 tipos diferentes e que afetam 300 milhões de pessoas – um número semelhante à população dos Estados Unidos –, talvez estas doenças não sejam assim tão raras.

Com estes números em mente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou em 2025, por unanimidade dos seus 194 países, uma resolução histórica: um documento que reconhece estas doenças como uma prioridade na saúde global e estabelece um plano de ação para os próximos dez anos. O objetivo?

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Terça-feira 17

Instantâneo do mês: “Topografia da matéria viva”

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Se o conseguíssemos percecionar, como seria o som do envelhecimento? Que notas musicais representariam a mudança de forma, estrutura e cor que ocorre ao longo dos anos? E, no sentido inverso, que sons emitiria o nosso corpo se fosse capaz de reverter este processo?

Talvez o som exista e nós simplesmente não o saibamos ouvir. Algo semelhante acontece neste novo Instantâneo do mês.  Como se de uma experiência de sinestesia sensorial se tratasse, a imagem científica que observamos desperta sensações aparentemente desconexas ou até contraditórias: uma quietude em movimento ou um silêncio ensurdecedor. E a descoberta que se esconde por detrás disso não é menos desconcertante: revela um mecanismo fundamental envolvido no envelhecimento – e na regeneração – das células estaminais hematopoiéticas.

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Quarta-feira 28

Enfrentar a balança através da ciência

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Perguntámos ao especialista, com Guadalupe Sabio e Beatriz Cicuéndez

Começa um novo ano e, com ele, novas – ou renovadas – resoluções. Descobrir um novo hobby? Inscrever-se num ginásio? Começar uma dieta e perder peso? É comum que a balança ocupe um lugar central em muitas destas listas, tal como acontece nas manchetes da atualidade. 

Ozempic, Mounjaro ou Wegovy… O aparecimento de novos medicamentos que prometem uma perda de peso rápida e quase milagrosa voltou a colocar o peso no centro do debate social, da imprensa às redes sociais e às conversas do dia-a-dia. Mas e se olharmos para além do número no ecrã e levarmos a questão para o laboratório?

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Quinta-feira 18

A doença das mil caras: em busca de uma cura para a esclerose múltipla

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A cada cinco minutos, é diagnosticado um novo caso de esclerose múltipla no mundo. Esta doença afeta mais de 2,8 milhões de pessoas a nível global, 55 000 em Espanha. Surge, geralmente, entre os 20 e os 40 anos (é a segunda maior causa de incapacidade entre os jovens) e três em cada quatro pessoas que sofrem da doença são mulheres.

A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa de origem autoimune que afeta o cérebro e a medula espinal. Ocorre quando o sistema imunitário ataca, por engano, a camada protetora dos neurónios, chamada mielina, bem como os seus axónios, a parte que os liga a outras células nervosas. Quando esta camada isoladora e parte dos neurónios são danificados,

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Terça-feira 16

News from the Lab: ultrassons e AI para diagnosticar a meningite infantil 

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A meningite é uma doença infeciosa grave que inflama as membranas que protegem o cérebro e a medula espinal, chamadas meninges. Detetá-la em estágios iniciais é essencial para evitar as suas formas mais graves, que podem inclusivamente conduzir à morte. O método de diagnóstico atual — a punção lombar — é invasivo e especialmente complexo em bebés, que costumam apresentar sintomas bastante inespecíficos. Além disso, em países de rendimentos médios e baixos, realizam-se menos punções lombares para o diagnóstico da meningite do que em países de rendimentos elevados, pois são exames dispendiosos que requerem especialização e muitos recursos.  

Existe alguma forma de melhorar e facilitar o diagnóstico da meningite? 

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