Quinta-feira 30

Saúde mental: a grande questão pendente

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45% das pessoas têm um problema de saúde mental ao longo da vida. Atualmente, as perturbações mentais são a principal causa de incapacidade no mundo em todos as faixas etárias, ultrapassando, em termos de impacto, qualquer outro problema de saúde.

Ansiedade, depressão, dependências, doença bipolar e esquizofrenia são apenas alguns exemplos de perturbações que, apesar da sua elevada prevalência, continuam rodeadas de estigma e barreiras ao diagnóstico e ao tratamento.

Durante décadas, o debate em torno da saúde mental tem-se movido entre dois polos: o dos que colocam os aspetos biológicos em primeiro lugar e o dos que dão mais importância aos determinantes sociais. No entanto, estudos mais recentes demonstram que esta dicotomia é artificial e impede o avanço na compreensão real destas perturbações.

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Terça-feira 28

Reescrever a menopausa

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Tristeza, névoa mental, dor durante as relações sexuais, perda de memória, de massa óssea e de libido, incontinência, enxaquecas, afrontamentos, risco de enfarte e insónias. Esta não é uma lista de efeitos secundários de um tratamento agressivo, mas sim de sintomas da menopausa, uma fase pela qual todas as mulheres passam – e que, em muitos casos, dura um terço da sua vida –, mas sobre a qual sabemos muito pouco, tanto a nível médico como social. 

Segundo uma revisão publicada na revista Cell, 85% das mulheres na menopausa não recebem um tratamento eficaz e aprovado pelas agências reguladoras. Felizmente, esta lacuna – de recursos e de assistência – está a começar a ser preenchida.

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Quinta-feira 16

“Universos do máximo e do mínimo”

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Por vezes, basta mudar o ângulo do nosso olhar para descobrirmos que o que antes pareciam manchas de cor, formas caprichosas e linhas que não levam a lugar algum são, na verdade, uma mensagem.

É isso que acontece com este novo Instantâneo CaixaResearch. Poderia tratar-se de uma obra contemporânea — uma textura artificial, abstrata e quase aleatória —, mas o que vemos aqui vai além da arte. É uma imagem científica que encerra uma importante descoberta: a confirmação de que o nosso cérebro e o nosso intestino comunicam entre si, de forma direta e bidirecional. 

Para analisar esta imagem sob duas perspetivas — distintas e complementares — contamos com Marc Claret,

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Sexta-feira 26

Qual é a idade do seu coração?

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Em 2015, o sistema de saúde britânico (NHS) surpreendeu toda a população com o Heart Age Test, uma calculadora online gratuita que estimava a “idade cardíaca” do utilizador com apenas cinco dados básicos: peso, altura, tensão arterial, colesterol e antecedentes familiares.

O resultado, no entanto, foi um choque de realidade para muitos: 80% descobriram que o seu coração era mais velho do que eles.

Por detrás desta curiosidade, esconde-se uma tendência preocupante. Cada vez mais são detetados enfartes em pessoas jovens, mesmo com menos de 40 anos. O que é que se passa? Porque é que o coração começa a falhar mais cedo? E o mais importante: podemos evitá-lo?

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Quinta-feira 18

Estamos a ganhar a corrida contra a doença de Alzheimer?

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Há já algum tempo que a ciência é capaz de diagnosticar a doença de Alzheimer e, inclusivamente, de prever o seu aparecimento numa fase muito precoce. No entanto, até agora, isto só era possível através de técnicas invasivas — como a punção lombar, que permite analisar o líquido cefalorraquidiano — ou através de exames dispendiosos como a tomografia por emissão de positrões (PET).

Agora, investigadores do Instituto de Investigación Sant Pau de Barcelona (IR Sant Pau) e do BBRC deram um passo decisivo: demonstraram que a deteção do biomarcador p-tau217 no plasma, através de uma simples análise ao sangue, permite prever não só o aparecimento da doença de Alzheimer,

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