Quinta-feira 18

A doença das mil caras: em busca de uma cura para a esclerose múltipla

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A cada cinco minutos, é diagnosticado um novo caso de esclerose múltipla no mundo. Esta doença afeta mais de 2,8 milhões de pessoas a nível global, 55 000 em Espanha. Surge, geralmente, entre os 20 e os 40 anos (é a segunda maior causa de incapacidade entre os jovens) e três em cada quatro pessoas que sofrem da doença são mulheres.

A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa de origem autoimune que afeta o cérebro e a medula espinal. Ocorre quando o sistema imunitário ataca, por engano, a camada protetora dos neurónios, chamada mielina, bem como os seus axónios, a parte que os liga a outras células nervosas. Quando esta camada isoladora e parte dos neurónios são danificados,

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Terça-feira 16

News from the Lab: ultrassons e AI para diagnosticar a meningite infantil 

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A meningite é uma doença infeciosa grave que inflama as membranas que protegem o cérebro e a medula espinal, chamadas meninges. Detetá-la em estágios iniciais é essencial para evitar as suas formas mais graves, que podem inclusivamente conduzir à morte. O método de diagnóstico atual — a punção lombar — é invasivo e especialmente complexo em bebés, que costumam apresentar sintomas bastante inespecíficos. Além disso, em países de rendimentos médios e baixos, realizam-se menos punções lombares para o diagnóstico da meningite do que em países de rendimentos elevados, pois são exames dispendiosos que requerem especialização e muitos recursos.  

Existe alguma forma de melhorar e facilitar o diagnóstico da meningite? 

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Segunda-feira 01

Memória, estigma, desafios futuros 

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Em 2024, 1,3 milhões de pessoas contraíram o VIH, 40,8 milhões viviam com o vírus e 630 000 morreram por doenças relacionadas com a sida. A estes números junta-se o total de 92,3 milhões de pessoas afetadas desde o início da pandemia, segundo as estimativas

Passaram mais de quarenta anos desde que foram detetados os primeiros casos e, apesar de avanços constantes, ainda não podemos falar do VIH/sida como uma doença do passado.

O que aprendemos em quatro décadas de luta contra o VIH? Que estigma existe atualmente? Que desafios científicos ainda estão por resolver? Que transformações sociais são imprescindíveis para conseguirmos imaginar um futuro sem sida?

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Quarta-feira 19

Mulheres empreendedoras que querem transformar a saúde

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Melanie Perkins, cofundadora da Canva, Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, Jennifer Doudna, Prémio Nobel da Química 2020 pelo desenvolvimento da tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 e fundadora de várias start-ups científicas, e Daphne Koller, cofundadora da Coursera, fazem parte do ainda muito pequeno grupo de mulheres que lideram empresas capazes de ditar as novas regras da inovação.

O paradigma está a mudar, mas o cenário ainda é francamente desigual. As mulheres só possuem uma em cada quatro empresas a nível global e, só na Europa, representam 73% dos empreendedores “em falta”.

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Sexta-feira 14

Deixando a insulina para trás

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A descoberta da insulina em 1921 transformou radicalmente a diabetes. Deixou de ser uma doença mortal para se tornar uma condição crónica, complexa, mas controlável. E, atualmente, cem anos após a sua descoberta, a insulina continua a ser o tratamento de referência. 

Apesar dos enormes avanços tecnológicos (bombas de insulina inteligentes, sensores de glicose, algoritmos de controlo), o seu princípio terapêutico não mudou: a substituição de uma hormona que o organismo já não consegue produzir ou utilizar corretamente. Porém, embora salve vidas, a insulina continua a ser apenas uma solução temporária: não cura a doença nem evita as suas complicações a longo prazo.

Por ocasião do Dia Mundial da Diabetes,

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