Quarta-feira 19

Mulheres empreendedoras que querem transformar a saúde

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Melanie Perkins, cofundadora da Canva, Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, Jennifer Doudna, Prémio Nobel da Química 2020 pelo desenvolvimento da tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 e fundadora de várias start-ups científicas, e Daphne Koller, cofundadora da Coursera, fazem parte do ainda muito pequeno grupo de mulheres que lideram empresas capazes de ditar as novas regras da inovação.

O paradigma está a mudar, mas o cenário ainda é francamente desigual. As mulheres só possuem uma em cada quatro empresas a nível global e, só na Europa, representam 73% dos empreendedores “em falta”.

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Terça-feira 18

A corrida contra a resistência aos antibióticos. Como a podemos vencer? Perguntámos ao especialista

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Há anos que lemos sobre o poder que certas bactérias têm de resistir aos antibióticos tradicionais. “Bactérias pesadelo”, superbactérias, bactérias multirresistentes são conceitos cada vez mais familiares e que refletem a mesma realidade: a impossibilidade de combater as infeções bacterianas com moléculas antimicrobianas.

São mutações aleatórias que tornam as bactérias resistentes. Ao interrompermos o tratamento, damos-lhes mais oportunidades de sofrerem mutações; e ao utilizarmos antibióticos desnecessariamente, encorajamos as estirpes resistentes a sobreviverem e a multiplicarem-se, formando um círculo vicioso que ameaça a eficácia dos nossos medicamentos.

Falámos hoje com o investigador Marc Torrent, professor associado do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Autónoma de Barcelona,

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Sexta-feira 14

Deixando a insulina para trás

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A descoberta da insulina em 1921 transformou radicalmente a diabetes. Deixou de ser uma doença mortal para se tornar uma condição crónica, complexa, mas controlável. E, atualmente, cem anos após a sua descoberta, a insulina continua a ser o tratamento de referência. 

Apesar dos enormes avanços tecnológicos (bombas de insulina inteligentes, sensores de glicose, algoritmos de controlo), o seu princípio terapêutico não mudou: a substituição de uma hormona que o organismo já não consegue produzir ou utilizar corretamente. Porém, embora salve vidas, a insulina continua a ser apenas uma solução temporária: não cura a doença nem evita as suas complicações a longo prazo.

Por ocasião do Dia Mundial da Diabetes,

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Quarta-feira 12

“O momento de uma detonação cósmica”

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Na arte, o que vemos a olho nu raramente conta toda a história. Ver para além do óbvio permite-nos descobrir pormenores ocultos e criar interpretações e perspetivas únicas que podem mudar a forma como compreendemos uma obra.

O mesmo se passa com a ciência. Na oncologia, até agora, o foco da luta contra o cancro tem sido o tumor: a sua forma, os pontos fracos das células tumorais, etc. Mas, hoje, sabemos que, além do tumor, conhecer o seu ambiente e como ele interage com outras células pode mudar a forma como o estudamos e orientar o desenvolvimento de novas terapias.

Neste novo Instantâneo do Mês,

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Quinta-feira 30

Saúde mental: a grande questão pendente

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45% das pessoas têm um problema de saúde mental ao longo da vida. Atualmente, as perturbações mentais são a principal causa de incapacidade no mundo em todos as faixas etárias, ultrapassando, em termos de impacto, qualquer outro problema de saúde.

Ansiedade, depressão, dependências, doença bipolar e esquizofrenia são apenas alguns exemplos de perturbações que, apesar da sua elevada prevalência, continuam rodeadas de estigma e barreiras ao diagnóstico e ao tratamento.

Durante décadas, o debate em torno da saúde mental tem-se movido entre dois polos: o dos que colocam os aspetos biológicos em primeiro lugar e o dos que dão mais importância aos determinantes sociais. No entanto, estudos mais recentes demonstram que esta dicotomia é artificial e impede o avanço na compreensão real destas perturbações.

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