Quinta-feira 18

A doença das mil caras: em busca de uma cura para a esclerose múltipla

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A cada cinco minutos, é diagnosticado um novo caso de esclerose múltipla no mundo. Esta doença afeta mais de 2,8 milhões de pessoas a nível global, 55 000 em Espanha. Surge, geralmente, entre os 20 e os 40 anos (é a segunda maior causa de incapacidade entre os jovens) e três em cada quatro pessoas que sofrem da doença são mulheres.

A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa de origem autoimune que afeta o cérebro e a medula espinal. Ocorre quando o sistema imunitário ataca, por engano, a camada protetora dos neurónios, chamada mielina, bem como os seus axónios, a parte que os liga a outras células nervosas. Quando esta camada isoladora e parte dos neurónios são danificados,

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Terça-feira 16

News from the Lab: ultrassons e AI para diagnosticar a meningite infantil 

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A meningite é uma doença infeciosa grave que inflama as membranas que protegem o cérebro e a medula espinal, chamadas meninges. Detetá-la em estágios iniciais é essencial para evitar as suas formas mais graves, que podem inclusivamente conduzir à morte. O método de diagnóstico atual — a punção lombar — é invasivo e especialmente complexo em bebés, que costumam apresentar sintomas bastante inespecíficos. Além disso, em países de rendimentos médios e baixos, realizam-se menos punções lombares para o diagnóstico da meningite do que em países de rendimentos elevados, pois são exames dispendiosos que requerem especialização e muitos recursos.  

Existe alguma forma de melhorar e facilitar o diagnóstico da meningite? 

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Sexta-feira 12

2025 ao microscópio

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Uma das maiores forças motrizes do ser humano é a curiosidade. A curiosidade é um impulso que nos leva a explorar o desconhecido, a compreender o mundo que nos rodeia e até mesmo a entender a nossa própria biologia. Pode nascer do simples desejo de saber, mas também da vontade de transformar o conhecimento em saúde ou impacto social.

Os instantâneos de 2025 são um exemplo de como a curiosidade, através da investigação, pode ser transformada em avanços na área da saúde. Trata-se de oito imagens captadas pelos investigadores da nossa rede que refletem algumas das descobertas mais notáveis do ano e que, pelas suas cores e texturas, poderiam passar por verdadeiras obras de arte.

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Segunda-feira 01

Memória, estigma, desafios futuros 

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Em 2024, 1,3 milhões de pessoas contraíram o VIH, 40,8 milhões viviam com o vírus e 630 000 morreram por doenças relacionadas com a sida. A estes números junta-se o total de 92,3 milhões de pessoas afetadas desde o início da pandemia, segundo as estimativas

Passaram mais de quarenta anos desde que foram detetados os primeiros casos e, apesar de avanços constantes, ainda não podemos falar do VIH/sida como uma doença do passado.

O que aprendemos em quatro décadas de luta contra o VIH? Que estigma existe atualmente? Que desafios científicos ainda estão por resolver? Que transformações sociais são imprescindíveis para conseguirmos imaginar um futuro sem sida?

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Sexta-feira 28

News From the lab: Conseguiremos treinar o sistema imunitário?

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O cancro da bexiga é um dos tumores urológicos mais comuns. Em mais de 75% dos casos, é diagnosticado quando o tumor ainda não é músculo-invasivo, ou seja, quando ainda não atingiu o músculo da bexiga. 

O tratamento de referência consiste na administração da BCG, uma vacina derivada do Mycobacterium tuberculosis que é introduzida diretamente na bexiga para ativar o sistema imunitário e travar a doença. 

Esta abordagem tem, no entanto, uma limitação: nem sempre evita as recidivas nem impede a progressão do tumor. 

Por este motivo, a equipa de investigação do Instituto de Investigación sobre Inmunopatologías (IrsiCaixa) e do Institut de Recerca Germans Trias i Pujol,

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