News from the Lab 2025. Quatro estudos de investigação pioneiros explicados a partir do laboratório
Publicado em

“Descrevem como o sistema imunitário regula a resistência da pele”, “Revelam o papel de um grupo de células na agressividade dos tumores”, “Desenvolvem uma nova vacina que treina o sistema imunitário para atacar o cancro”…
Por trás de cada título nas redes sociais e nas seções de ciência e saúde de blogues e jornais, há muito mais do que uma descoberta: há dedicação, esforço e colaboração.
Todos os dias, investigadores e equipas multidisciplinares em laboratórios, hospitais e universidades trabalham para criar novas estratégias terapêuticas e decifrar os mecanismos que causam as doenças.
E quem melhor do que eles para nos falarem, em primeira mão, das suas últimas descobertas e do caminho que percorreram para as alcançar? Hoje, trazemos-vos uma recapitulação dos “News from the Lab” que publicámos em 2025, um olhar direto sobre a ciência em ação com o apoio da Fundação ”la Caixa”.
O sistema imunitário e a resistência da pele. Qual é a relação entre ambos?
A pele não só é o maior órgão do nosso corpo, como também é a nossa primeira grande barreira de proteção, defendendo o nosso organismo de bactérias, substâncias químicas nocivas e temperaturas extremas. Mas, afinal, de que dependem a sua integridade e resistência?
Andrés Hidalgo, investigador Health Research 2018, e o bolseiro da Fundação ”la Caixa” Tommaso Vicanolo, ambos investigadores do Centro Nacional de Investigaciones Cardiovasculares (CNIC), de Madrid, encontraram uma resposta nos neutrófilos. Os resultados do seu estudo indicam que este tipo de célula imunitária é capaz de modificar a resistência e a permeabilidade da nossa barreira cutânea. Saiba mais pormenores no respetivo News from the Lab.
Quando as nossas defesas se “aliam” ao cancro
Alguns tumores conseguem alterar o comportamento de outras células do organismo para favorecer o seu próprio crescimento, como acontece com as células mieloides. Com origem na medula óssea, estas células são fundamentais na defesa contra os micróbios. Contudo, na presença de um tumor, podem “virar a casaca”: em vez de nos protegerem, inibem a resposta imunitária e favorecem a formação de vasos sanguíneos que alimentam o tumor.
Mas como é que esta alteração acontece? Gabriel Rabinovich, Senior Group Leader do CaixaResearch Institute de Barcelona e Investigador Superior do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), e Ada Blidner, investigadora do CONICET no Instituto de Biología y Medicina Experimental, dão-nos a resposta: as células mieloides ligam-se a uma proteína muito presente no ambiente tumoral chamada galectina-1, que altera a sua função e facilita a progressão do tumor. Não perca o respetivo News from the Lab.
Conseguiremos treinar o sistema imunitário?
O cancro da bexiga é um dos tumores urológicos mais comuns. O tratamento de referência consiste na administração de uma vacina chamada BCG diretamente na bexiga para ativar o sistema imunitário e travar a doença. Esta abordagem tem, no entanto, uma limitação: nem sempre evita as recidivas nem impede a progressão do tumor.
A equipa de investigação do Instituto de Investigación sobre Inmunopatologías (IrsiCaixa) e do Institut de Recerca Germans Trias i Pujol, em colaboração com a Archivel Farma, propôs uma solução inovadora: a RUTI®, uma vacina baseada em fragmentos de Mycobacterium tuberculosis que ativa e prepara as defesas para que, quando chegar a BCG, o sistema imunitário responda de forma mais rápida e potente. Cecilia Cabrera, investigadora principal do estudo, explica-nos tudo no respetivo News from the Lab.
Ultrassons e AI para diagnosticar a meningite infantil
A meningite é uma doença que causa inflamação das membranas que protegem o cérebro e a medula espinal, e que pode ser fatal se não for detetada e tratada a tempo. Representa um sério risco para a saúde das crianças, especialmente em países de baixos rendimentos, onde o diagnóstico precoce é mais difícil.
Atualmente, a sua deteção está dependente de uma punção lombar, um procedimento invasivo que acarreta riscos e tem consideráveis limitações práticas. Para ultrapassar estes obstáculos, a equipa de Sara Ajanovic no ISGlobal, um centro de investigação apoiado pela Fundação ”la Caixa”, participou no desenvolvimento e validação do Neosonics, um dispositivo inovador e não invasivo da start-up Kriba, que utiliza ultrassons e deep learning, e que pode mudar o diagnóstico da meningite infantil. Descubra tudo no respetivo News from the Lab.
