Segunda-feira 01

Memória, estigma, desafios futuros 

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Em 2024, 1,3 milhões de pessoas contraíram o VIH, 40,8 milhões viviam com o vírus e 630 000 morreram por doenças relacionadas com a sida. A estes números junta-se o total de 92,3 milhões de pessoas afetadas desde o início da pandemia, segundo as estimativas. 

Passaram mais de quarenta anos desde que foram detetados os primeiros casos e, apesar de avanços constantes, ainda não podemos falar do VIH/sida como uma doença do passado.

O que aprendemos em quatro décadas de luta contra o VIH? Que estigma existe atualmente? Que desafios científicos ainda estão por resolver? Que transformações sociais são imprescindíveis para conseguirmos imaginar um futuro sem sida?

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Quarta-feira 19

Mulheres empreendedoras que querem transformar a saúde

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Melanie Perkins, cofundadora da Canva, Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, Jennifer Doudna, Prémio Nobel da Química 2020 pelo desenvolvimento da tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 e fundadora de várias start-ups científicas, e Daphne Koller, cofundadora da Coursera, fazem parte do ainda muito pequeno grupo de mulheres que lideram empresas capazes de ditar as novas regras da inovação.

O paradigma está a mudar, mas o cenário ainda é francamente desigual. As mulheres só possuem uma em cada quatro empresas a nível global e, só na Europa, representam 73% dos empreendedores “em falta”.

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Sexta-feira 14

Deixando a insulina para trás

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A descoberta da insulina em 1921 transformou radicalmente a diabetes. Deixou de ser uma doença mortal para se tornar uma condição crónica, complexa, mas controlável. E, atualmente, cem anos após a sua descoberta, a insulina continua a ser o tratamento de referência. 

Apesar dos enormes avanços tecnológicos (bombas de insulina inteligentes, sensores de glicose, algoritmos de controlo), o seu princípio terapêutico não mudou: a substituição de uma hormona que o organismo já não consegue produzir ou utilizar corretamente. Porém, embora salve vidas, a insulina continua a ser apenas uma solução temporária: não cura a doença nem evita as suas complicações a longo prazo.

Por ocasião do Dia Mundial da Diabetes,

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Quinta-feira 30

Saúde mental: a grande questão pendente

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45% das pessoas têm um problema de saúde mental ao longo da vida. Atualmente, as perturbações mentais são a principal causa de incapacidade no mundo em todos as faixas etárias, ultrapassando, em termos de impacto, qualquer outro problema de saúde.

Ansiedade, depressão, dependências, doença bipolar e esquizofrenia são apenas alguns exemplos de perturbações que, apesar da sua elevada prevalência, continuam rodeadas de estigma e barreiras ao diagnóstico e ao tratamento.

Durante décadas, o debate em torno da saúde mental tem-se movido entre dois polos: o dos que colocam os aspetos biológicos em primeiro lugar e o dos que dão mais importância aos determinantes sociais. No entanto, estudos mais recentes demonstram que esta dicotomia é artificial e impede o avanço na compreensão real destas perturbações.

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Terça-feira 28

Reescrever a menopausa

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Tristeza, névoa mental, dor durante as relações sexuais, perda de memória, de massa óssea e de libido, incontinência, enxaquecas, afrontamentos, risco de enfarte e insónias. Esta não é uma lista de efeitos secundários de um tratamento agressivo, mas sim de sintomas da menopausa, uma fase pela qual todas as mulheres passam – e que, em muitos casos, dura um terço da sua vida –, mas sobre a qual sabemos muito pouco, tanto a nível médico como social. 

Segundo uma revisão publicada na revista Cell, 85% das mulheres na menopausa não recebem um tratamento eficaz e aprovado pelas agências reguladoras. Felizmente, esta lacuna – de recursos e de assistência – está a começar a ser preenchida.

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