Quinta-feira 18

Estamos a ganhar a corrida contra a doença de Alzheimer?

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Há já algum tempo que a ciência é capaz de diagnosticar a doença de Alzheimer e, inclusivamente, de prever o seu aparecimento numa fase muito precoce. No entanto, até agora, isto só era possível através de técnicas invasivas — como a punção lombar, que permite analisar o líquido cefalorraquidiano — ou através de exames dispendiosos como a tomografia por emissão de positrões (PET).

Agora, investigadores do Instituto de Investigación Sant Pau de Barcelona (IR Sant Pau) e do BBRC deram um passo decisivo: demonstraram que a deteção do biomarcador p-tau217 no plasma, através de uma simples análise ao sangue, permite prever não só o aparecimento da doença de Alzheimer,

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Sexta-feira 25

El nuevo mapa de las enfermedades tropicales

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Acordas numa manhã de verão e descobres várias picadelas na pele. Dias depois, tens febre, náuseas e dores intensas nas articulações. No consultório médico, recebes um diagnóstico inquietante: dengue. “Mas não é uma doença exótica?”, perguntas-te a ti próprio. A resposta é óbvia: já não.

Embora possa parecer o início de um romance distópico, este fragmento pode muito bem ser o reflexo de experiências reais vividas por pessoas que moram na sua cidade. Em Espanha, por exemplo, têm-se registado alguns casos autóctones de doenças tropicais que, até há pouco tempo, ainda não tinham pisado solo europeu. O mais preocupante é que não se trata de incidentes isolados, mas sim de sinais de uma mudança mais profunda. 

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Quinta-feira 24

“Deslocação”

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Criar, observar, pensar, corrigir, repensar… Diria que estes passos fazem parte do trabalho de um artista ou de um investigador?

Sem contexto, é difícil saber, não é? Mas, se à cena acrescentarmos pincéis e estátuas, ou pipetas e microscópios, a resposta pode parecer mais óbvia. Portanto, na sua essência, não serão a arte e a ciência mais parecidas do que julgamos?

Neste novo Instantâneo CaixaResearch, acompanham-nos David Sancho, investigador da nossa rede no Centro Nacional de Investigaciones Cardiovasculares (CNIC) de Madrid, e Guillermo Mora, artista visual e bolseiro da Fundação ”la Caixa”.

Juntos, vamos partir de uma imagem científica para explorar uma descoberta biomédica inovadora e,

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Quinta-feira 26

Qual é o preço do stress para a nossa saúde?

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Okinawa, Japão. Sardenha, Itália. Nicoya, Costa Rica. Três pontos do mapa distantes entre si, mas que, no entanto, têm uma característica surpreendente em comum: a esperança de vida dos seus habitantes é muito elevada, superior a 100 anos.

Estas são três das chamadas Blue Zones, lugares onde as pessoas não só vivem mais, mas também com melhor saúde. Qual é o segredo? 

Para além da dieta e da atividade física, os investigadores concordam que há um fator-chave que une estes lugares: os seus habitantes vivem em ambientes que favorecem o descanso, as relações sociais e promovem um forte sentido de propósito na vida, para além de experimentarem baixos níveis de stress. 

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Quarta-feira 25

«Também faço investigação para a cura da ELA»

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Algo está a mudar na luta contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA). 

Durante anos, esta doença neurodegenerativa foi sinónimo de incerteza, sofrimento e falta de opções terapêuticas. No entanto, os avanços científicos dos últimos anos estão a traçar um novo horizonte: pela primeira vez, surgem terapias inovadoras, start-ups especializadas e iniciativas que oferecem resultados promissores que poderão realmente transformar o futuro da ELA.

Esse impulso coletivo não está a nascer apenas em grandes empresas ou laboratórios. Está também a ganhar forma em universidades, hospitais e centros de investigação por todo o mundo, onde investigadores, médicos e especialistas trabalham diariamente com um objetivo comum: compreender a ELA e chegar ao seu tratamento. 

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