Sexta-feira 14

Deixando a insulina para trás

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A descoberta da insulina em 1921 transformou radicalmente a diabetes. Deixou de ser uma doença mortal para se tornar uma condição crónica, complexa, mas controlável. E, atualmente, cem anos após a sua descoberta, a insulina continua a ser o tratamento de referência. 

Apesar dos enormes avanços tecnológicos (bombas de insulina inteligentes, sensores de glicose, algoritmos de controlo), o seu princípio terapêutico não mudou: a substituição de uma hormona que o organismo já não consegue produzir ou utilizar corretamente. Porém, embora salve vidas, a insulina continua a ser apenas uma solução temporária: não cura a doença nem evita as suas complicações a longo prazo.

Por ocasião do Dia Mundial da Diabetes,

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Quarta-feira 12

“O momento de uma detonação cósmica”

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Na arte, o que vemos a olho nu raramente conta toda a história. Ver para além do óbvio permite-nos descobrir pormenores ocultos e criar interpretações e perspetivas únicas que podem mudar a forma como compreendemos uma obra.

O mesmo se passa com a ciência. Na oncologia, até agora, o foco da luta contra o cancro tem sido o tumor: a sua forma, os pontos fracos das células tumorais, etc. Mas, hoje, sabemos que, além do tumor, conhecer o seu ambiente e como ele interage com outras células pode mudar a forma como o estudamos e orientar o desenvolvimento de novas terapias.

Neste novo Instantâneo do Mês,

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Quinta-feira 30

Saúde mental: a grande questão pendente

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45% das pessoas têm um problema de saúde mental ao longo da vida. Atualmente, as perturbações mentais são a principal causa de incapacidade no mundo em todos as faixas etárias, ultrapassando, em termos de impacto, qualquer outro problema de saúde.

Ansiedade, depressão, dependências, doença bipolar e esquizofrenia são apenas alguns exemplos de perturbações que, apesar da sua elevada prevalência, continuam rodeadas de estigma e barreiras ao diagnóstico e ao tratamento.

Durante décadas, o debate em torno da saúde mental tem-se movido entre dois polos: o dos que colocam os aspetos biológicos em primeiro lugar e o dos que dão mais importância aos determinantes sociais. No entanto, estudos mais recentes demonstram que esta dicotomia é artificial e impede o avanço na compreensão real destas perturbações.

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Terça-feira 28

Reescrever a menopausa

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Tristeza, névoa mental, dor durante as relações sexuais, perda de memória, de massa óssea e de libido, incontinência, enxaquecas, afrontamentos, risco de enfarte e insónias. Esta não é uma lista de efeitos secundários de um tratamento agressivo, mas sim de sintomas da menopausa, uma fase pela qual todas as mulheres passam – e que, em muitos casos, dura um terço da sua vida –, mas sobre a qual sabemos muito pouco, tanto a nível médico como social. 

Segundo uma revisão publicada na revista Cell, 85% das mulheres na menopausa não recebem um tratamento eficaz e aprovado pelas agências reguladoras. Felizmente, esta lacuna – de recursos e de assistência – está a começar a ser preenchida.

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Quinta-feira 16

“Universos do máximo e do mínimo”

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Por vezes, basta mudar o ângulo do nosso olhar para descobrirmos que o que antes pareciam manchas de cor, formas caprichosas e linhas que não levam a lugar algum são, na verdade, uma mensagem.

É isso que acontece com este novo Instantâneo CaixaResearch. Poderia tratar-se de uma obra contemporânea — uma textura artificial, abstrata e quase aleatória —, mas o que vemos aqui vai além da arte. É uma imagem científica que encerra uma importante descoberta: a confirmação de que o nosso cérebro e o nosso intestino comunicam entre si, de forma direta e bidirecional. 

Para analisar esta imagem sob duas perspetivas — distintas e complementares — contamos com Marc Claret,

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