Sexta-feira 24

Instantâneo CaixaResearch: o estudo das tubulinas abre novos caminhos para combater o cancro

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Ao longo da vida, as células do nosso corpo dividem-se uns 10 mil triliões de vezes. Este processo cuidadosamente regulado permite que uma célula original se duplique, dando lugar a duas células-filhas, com a atribuição precisa de uma cópia do seu ADN a cada uma delas.

É neste processo de atribuição dos cromossomas às duas células-filhas que os microtúbulos têm um papel fundamental. Os microtúbulos formam o “esqueleto” celular, o andaime que se monta e desmonta para suportar a estrutura da célula e coordenar os seus movimentos. As tubulinas, por sua vez, são as proteínas encarregadas da formação destes microtúbulos e da sua dinâmica.

Há mais de 40 anos, descreveu-se o que hoje se conhece por código da tubulina: a diversidade de variantes estruturais e modificações químicas que estas proteínas sofrem e que determinam de que forma e quando os microtúbulos devem atuar. Embora muitos destes processos já sejam conhecidos, a total compreensão do seu papel na divisão celular continua a ser uma área de investigação ativa.

Um novo estudo liderado por Helder Maiato, investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) do Porto, identificou o papel fundamental que uma modificação química na tubulina alfa, a destirosinação, tem na garantia de que os microtúbulos orientam corretamente o movimento dos cromossomas e o início oportuno da sua atribuição durante a divisão celular. Quando isto falha, as células podem dividir-se descontroladamente e favorecer o desenvolvimento de um cancro. 

Esta descoberta não só veio aumentar o nosso entendimento do “código da tubulina” como também abrir novos caminhos para a procura de novas estratégias que melhorem o diagnóstico e o tratamento do cancro. Descubra todos os pormenores neste thread com o novo Instantâneo CaixaResearch:  Enlace hilo

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