{"id":9732,"date":"2025-02-27T12:45:31","date_gmt":"2025-02-27T11:45:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/?p=9732"},"modified":"2025-02-27T18:25:17","modified_gmt":"2025-02-27T17:25:17","slug":"debate-cancro-do-colon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/debate-cancro-do-colon\/","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que a incid\u00eancia do cancro do c\u00f3lon est\u00e1 a aumentar entre os jovens?"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c3QEf1bARYk?si=vzgmb1XCTlI1ouaU\" width=\"400\" height=\"225\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p><b>Este ano, o cancro do c\u00f3lon e do reto voltar\u00e1 a ser um dos tipos de tumores mais diagnosticados em Espanha.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a Sociedade Espanhola de Oncologia M\u00e9dica (<\/span><a href=\"https:\/\/seom.org\/otros-servicios\/noticias\/210914-la-oncologia-personalizada-de-precision-reto-para-tratar-a-los-296-103-nuevos-casos-de-cancer-en-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">SEOM<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), este ano ser\u00e3o detetados 44 573 novos casos em Espanha. A n\u00edvel mundial,<\/span><b> a incid\u00eancia desta doen\u00e7a duplicou nos \u00faltimos 20 anos, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">afetando cada vez mais pessoas com menos de 50 anos. Esta tend\u00eancia \u00e9 particularmente preocupante em alguns pa\u00edses ocidentais, onde fatores como mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e no estilo de vida, sedentarismo, altera\u00e7\u00f5es no microbioma intestinal e exposi\u00e7\u00e3o a determinados fatores ambientais adversos podem estar a desempenhar um papel fundamental.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que est\u00e1 a causar o aumento de casos entre os jovens? Como podemos reduzir estes n\u00fameros?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No \u00faltimo <\/span><b>Debate CaixaResearch<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, aprofund\u00e1mos a<\/span><b> realidade do cancro do c\u00f3lon: os desafios do seu diagn\u00f3stico e tratamento precoces e os \u00faltimos avan\u00e7os nesta mat\u00e9ria,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> com a colabora\u00e7\u00e3o de quatro investigadores de refer\u00eancia:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 <\/span><b>Eduard Batlle<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, investigador do ICREA, chefe do laborat\u00f3rio de Cancro Colorretal no IRB Barcelona e chefe de grupo no CIBER do Cancro (CIBERONC). O seu trabalho visa compreender a forma como as c\u00e9lulas tumorais metastizam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013<\/span><b> Ang\u00e9lica Figueroa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> investigadora R4, l\u00edder do grupo Plasticidade Epitelial e Met\u00e1stases do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Biom\u00e9dica (INBIC) do Complexo Hospitalar Universit\u00e1rio A Coru\u00f1a (CHUAC). Com o apoio do programa de inova\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d, est\u00e1 a desenvolver um medicamento para travar as met\u00e1stases do cancro do c\u00f3lon.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013<\/span><b> Toni Gabald\u00f3n<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> investigador do ICREA e chefe de laborat\u00f3rio de Gen\u00f3mica Comparativa do IRB Barcelona e do Centro de Supercomputa\u00e7\u00e3o de Barcelona (BSC). Est\u00e1 a trabalhar num projeto <\/span><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaimpulse-innovacion-salud-2023-proyecto-microbiota-cancer-colorrectal\"><span style=\"font-weight: 400;\">com o apoio do CaixaImpulse<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de desenvolvimento de um sistema de dete\u00e7\u00e3o precoce n\u00e3o invasivo que combina a an\u00e1lise da microbiota intestinal com algoritmos de intelig\u00eancia artificial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 <\/span><b>Elena \u00c9lez, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">m\u00e9dica oncologista do Hospital Universit\u00e1rio Vall d&#8217;Hebron de Barcelona (HUVH) e chefe do grupo de cancro colorretal do Instituto de Oncologia Vall d&#8217;Hebron (VHIO), onde trabalha no desenvolvimento de novas terapias para tratar o cancro do c\u00f3lon metast\u00e1tico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De seguida, passamos em revista <\/span><b>as principais ideias <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">que os quatro especialistas abordaram durante o debate, moderado por <\/span><b>Beatriz P\u00e9rez<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, jornalista de sa\u00fade no<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> El Peri\u00f3dico de Catalunya.<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b><i>Compreender o cancro do c\u00f3lon<\/i><\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O que \u00e9 o cancro do c\u00f3lon?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO c\u00f3lon \u00e9 a parte mais longa do intestino grosso e \u00e9 revestido internamente por uma camada de c\u00e9lulas chamada mucosa. Com o passar dos anos, esta mucosa tem tend\u00eancia para desenvolver estruturas geralmente benignas, designadas por p\u00f3lipos ou adenomas. No entanto, certas muta\u00e7\u00f5es podem alterar o seu comportamento e fazer com que as c\u00e9lulas comecem a infiltrar-se na parede intestinal, dando origem ao <\/span><b>adenocarcinoma do c\u00f3lon, o tipo de tumor mais frequente nesta zona.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abA mucosa intestinal \u00e9 o tecido que se regenera mais rapidamente no nosso corpo. Gra\u00e7as \u00e0s c\u00e9lulas estaminais, toda a parede do intestino se regenera praticamente todas as semanas. Quando ocorrem determinadas muta\u00e7\u00f5es, este equil\u00edbrio entre a morte e a regenera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas quebra-se e as c\u00e9lulas come\u00e7am a acumular-se. Inicialmente, s\u00e3o benignas (metade da popula\u00e7\u00e3o com mais de 50 anos desenvolve um destes p\u00f3lipos benignos), mas com o tempo podem evoluir para um tumor mais agressivo.\u00bb \u2013 Eduard Batlle<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Qual \u00e9 a incid\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ab<\/span><b>O cancro do c\u00f3lon \u00e9 o terceiro cancro mais comum em todo o mundo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, com 1,9 milh\u00f5es de novos casos por ano, e o segundo mais mortal. Em Espanha, \u00e9 o segundo tumor mais frequente nos homens, depois do cancro da pr\u00f3stata, e nas mulheres, depois do cancro da mama, com mais de 44 500 diagn\u00f3sticos por ano. Representa cerca de 10% de todos os cancros e causa cerca de 11 000 mortes por ano, sendo o segundo cancro mais mortal a seguir ao cancro do pulm\u00e3o.\u00bb \u2013 Ang\u00e9lica Figueroa<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-9807\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>Angelica Figueroa.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abOs casos tamb\u00e9m est\u00e3o a aumentar em Espanha. Esta tend\u00eancia deve-se principalmente a<\/span><b> um aumento do n\u00famero de casos detetados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, gra\u00e7as ao programa de rastreio da popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a um <\/span><b>aumento de fatores de risco relacionados com o estilo de vida<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, como uma alimenta\u00e7\u00e3o pouco saud\u00e1vel, a falta de exerc\u00edcio e o sedentarismo. Um dado preocupante \u00e9 o aumento de casos em pessoas com menos de 50 anos em alguns pa\u00edses, como os Estados Unidos e a Nova Zel\u00e2ndia. Embora em Espanha esta tend\u00eancia ainda n\u00e3o tenha sido confirmada nos registos, \u00e9 um aspeto que come\u00e7amos a notar nas consultas e que estamos a acompanhar de perto.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b><i>Sintomas, rastreio e dete\u00e7\u00e3o precoce<\/i><\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Quais s\u00e3o os sintomas do cancro do c\u00f3lon?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ab<\/span><b>\u00c9 essencial estarmos atentos a poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es dos nossos h\u00e1bitos intestinais. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Embora a obstipa\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o seja um fator de risco, uma tend\u00eancia constante para a obstipa\u00e7\u00e3o ou, pelo contr\u00e1rio, epis\u00f3dios frequentes de diarreia devem ser motivo de consulta. Existem tamb\u00e9m sintomas mais evidentes, como <\/span><b>presen\u00e7a de sangue nas fezes, cansa\u00e7o persistente acompanhado de anemia ou perda de peso sem causa aparente. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Em geral, qualquer altera\u00e7\u00e3o prolongada do padr\u00e3o habitual deve ser avaliada por um m\u00e9dico.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Porque \u00e9 que tende a ser detetado tardiamente nos jovens?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO atraso no diagn\u00f3stico deve-se a v\u00e1rios fatores. O cancro do c\u00f3lon <\/span><b>nos jovens \u00e9 menos frequente<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, o que reduz a suspeita por parte dos m\u00e9dicos e dos pr\u00f3prios doentes. Al\u00e9m disso, os <\/span><b>seus sintomas s\u00e3o inespec\u00edficos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, o que dificulta a sua dete\u00e7\u00e3o precoce. Ainda para mais, em geral, <\/span><b>os tumores nos jovens tendem a ser mais agressivos e a progredir mais rapidamente<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, pelo que tendem a ser diagnosticados em fases mais avan\u00e7adas.\u00bb \u2013 Ang\u00e9lica Figueroa<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Em que consistem os programas de rastreio em duas fases?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abEm Espanha, o rastreio do cancro colorretal \u00e9 proposto a pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos, mesmo que n\u00e3o apresentem sintomas. Numa primeira fase, os participantes recebem <\/span><b>um kit para recolher uma pequena amostra de fezes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que \u00e9 depois analisada no hospital para detetar a presen\u00e7a de hemoglobina, um indicador de poss\u00edveis hemorragias no intestino. <\/span><b>Se o resultado for positivo, \u00e9 efetuada uma colonoscopia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, um exame mais detalhado que utiliza uma sonda com c\u00e2mara para identificar p\u00f3lipos, les\u00f5es ou tumores.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-9823\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog5-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog5-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog5-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog5-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog5-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog5-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>Toni Gabald\u00f3n.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abEsta abordagem em duas fases combina um primeiro teste simples, econ\u00f3mico e n\u00e3o invasivo com um segundo teste mais exato, mas tamb\u00e9m mais dispendioso e invasivo. Gra\u00e7as a este sistema, foram identificados in\u00fameros tumores e les\u00f5es pr\u00e9-cancerosas, melhorando o diagn\u00f3stico precoce e aumentando a probabilidade de sucesso do tratamento e a sobreviv\u00eancia dos doentes.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Como \u00e9 que o sistema de rastreio pode ser melhorado?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO rastreio \u00e9 um instrumento muito valioso, mas tem limita\u00e7\u00f5es. O seu custo elevado e a necessidade de efetuar um grande n\u00famero de testes representam um encargo consider\u00e1vel para o sistema de sa\u00fade. Al\u00e9m disso, a taxa de falsos positivos \u00e9 elevada: cerca de 5% dos testes detetam sangue oculto nas fezes, mas menos de 30% das pessoas que se submetem \u00e0 colonoscopia t\u00eam uma anomalia clinicamente relevante. Se consegu\u00edssemos reduzir estes falsos positivos, poder\u00edamos alargar o rastreio a outros grupos populacionais.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abEst\u00e3o a ser investigados novos biomarcadores mais espec\u00edficos do que a hemoglobina para melhorar a efic\u00e1cia do rastreio. No IRB Barcelona, estudamos a microbiota intestinal para identificar bact\u00e9rias associadas a p\u00f3lipos e tumores. Utilizando a intelig\u00eancia artificial, estamos a treinar um algoritmo que ajuda a selecionar melhor as pessoas que realmente precisam de uma colonoscopia com base no seu perfil microbiano. Esta t\u00e9cnica poder\u00e1 reduzir em 30% as colonoscopias desnecess\u00e1rias, reduzindo assim os encargos para o sistema de sa\u00fade.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O rastreio deve ser iniciado numa idade mais precoce?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abA medicina deve ser sempre aplicada onde a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos for mais eficiente. A incid\u00eancia do cancro colorretal continua a ser muito menor nas pessoas com menos de 50 anos de idade. Se tiv\u00e9ssemos sistemas de rastreio mais eficientes, poder\u00edamos falar em alargar os grupos et\u00e1rios, especialmente se acabarmos por constatar que os casos est\u00e3o de facto a aumentar na popula\u00e7\u00e3o mais jovem.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abAl\u00e9m de reduzir a idade de rastreio<\/span><b>, \u00e9 essencial melhorar a participa\u00e7\u00e3o nos programas atuais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Na popula\u00e7\u00e3o com mais de 50 anos, a taxa de compar\u00eancia n\u00e3o chega aos 100%, o que limita a sua efic\u00e1cia. Se implementarmos o rastreio em pessoas mais jovens, mas apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o se submeter ao teste, o seu impacto real ser\u00e1 muito reduzido.\u00bb \u2013 Ang\u00e9lica Figueroa<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b><i>Quais s\u00e3o as causas?<\/i><\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Qual a import\u00e2ncia do fator gen\u00e9tico no desenvolvimento da doen\u00e7a?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abCerca de 10% dos cancros do c\u00f3lon t\u00eam algum tipo de condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. As pessoas que herdaram estas muta\u00e7\u00f5es t\u00eam uma probabilidade muito elevada de contrair cancro do c\u00f3lon, mas estamos a falar de uma percentagem muito pequena da popula\u00e7\u00e3o. Normalmente, estas fam\u00edlias, devido ao seu historial, j\u00e1 t\u00eam um acompanhamento espec\u00edfico. Em geral, a grande maioria dos cancros do c\u00f3lon s\u00e3o de origem espor\u00e1dica.\u00bb \u2013 Eduard Batlle<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-9815\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog3-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog3-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog3-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog3-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog3-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>Elena \u00c9lez.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abtentamos sempre procurar um padr\u00e3o heredit\u00e1rio, que haja familiares que, gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o, tenham tido um destes tumores. Se este padr\u00e3o existir, o doente \u00e9 encaminhado para uma unidade de alto risco. No entanto, a melhor recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre participar no programa de rastreio quando chegar a nossa vez, porque nem sempre \u00e9 f\u00e1cil ter informa\u00e7\u00f5es sobre os antecedentes familiares.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Qual a sua rela\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as como o c\u00f3lon irrit\u00e1vel ou a doen\u00e7a de Crohn?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abFoi demonstrado que <\/span><b>as doen\u00e7as inflamat\u00f3rias do intestino podem ser um fator de risco para o desenvolvimento de cancro colorretal<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, estes doentes s\u00e3o monitorizados para prevenir o seu desenvolvimento e diagnostic\u00e1-lo precocemente.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Qual \u00e9 o papel da microbiota?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO intestino e a mucosa onde se desenvolve o cancro do c\u00f3lon \u00e9 um ecossistema povoado por uma grande variedade de microrganismos. Esta \u00e9, de facto, a zona do corpo onde o microbioma humano \u00e9 mais diversificado e abundante. Estes micr\u00f3bios n\u00e3o est\u00e3o simplesmente presentes no intestino. Eles interagem constantemente com as mucosas. <\/span><b>Algumas destas intera\u00e7\u00f5es podem promover o desenvolvimento de tumores, enquanto outras s\u00e3o mais ben\u00e9ficas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abEmbora ainda haja muito por compreender, sabemos que <\/span><b>determinados microrganismos interagem de forma mais agressiva com as nossas mucosas, gerando inflama\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Se esta inflama\u00e7\u00e3o se tornar cr\u00f3nica e persistir ao longo do tempo, pode danificar os tecidos. Al\u00e9m disso, algumas bact\u00e9rias<\/span><b> libertam toxinas <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">que atacam diretamente as c\u00e9lulas da mucosa,<\/span><b> o que pode levar a muta\u00e7\u00f5es e aumentar o risco de tumores<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Sabemos tamb\u00e9m que este ecossistema microbiol\u00f3gico est\u00e1 em constante processo de metaboliza\u00e7\u00e3o, produzindo compostos que s\u00e3o por vezes explorados pelas c\u00e9lulas tumorais para acelerar o seu crescimento.\u00bb \u2013 Toni Gabald\u00f3n<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b><i>O risco de met\u00e1stases e os poss\u00edveis tratamentos<\/i><\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Como \u00e9 que o cancro do c\u00f3lon se propaga e metastiza?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abEstes tumores crescem primeiro na parede da mucosa do c\u00f3lon, mas alguns invadem os tecidos adjacentes e disseminam as suas c\u00e9lulas atrav\u00e9s da corrente sangu\u00ednea, acabando por colonizar outros \u00f3rg\u00e3os.<\/span><b> A cirurgia \u00e9 um tratamento eficaz para o tumor prim\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e a maioria dos doentes n\u00e3o morre por causa deste. No entanto,<\/span><b> o grande desafio s\u00e3o as met\u00e1stases<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><b> uma vez que estas c\u00e9lulas podem instalar-se em \u00f3rg\u00e3os vitais como o f\u00edgado ou os pulm\u00f5es, o que dificulta o seu tratamento.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Mesmo alguns doentes que chegam com um tumor localizado que \u00e9 removido acabam por desenvolver met\u00e1stases em poucos anos.\u00bb \u2013 Eduard Batlle<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abInicialmente, esta met\u00e1stase \u00e9 quase invis\u00edvel no doente. Ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do tumor prim\u00e1rio, n\u00e3o sabemos onde est\u00e3o estas c\u00e9lulas residuais nem qual o seu aspeto, e n\u00e3o sabemos como as remover eficazmente. Metade das met\u00e1stases do cancro do c\u00f3lon ocorre no f\u00edgado, cerca de 25% no pulm\u00e3o e outro tanto no peritoneu, que \u00e9 a cavidade ocupada pelas nossas v\u00edsceras.\u00bb \u2013 Eduard Batlle<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Que percentagem de doentes desenvolve met\u00e1stases?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ab<\/span><b>No momento do diagn\u00f3stico inicial, cerca de 30% dos doentes j\u00e1 t\u00eam met\u00e1stases. Al\u00e9m disso, 50% dos doentes diagnosticados acabam por desenvolv\u00ea-las mais cedo ou mais tarde.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Estas s\u00e3o muito mais dif\u00edceis de tratar e mais resistentes aos tratamentos convencionais, al\u00e9m de afetarem \u00f3rg\u00e3os vitais. De facto, 90% das mortes por cancro colorretal resultam de met\u00e1stases.\u00bb \u2013 Ang\u00e9lica Figueroa<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Porque \u00e9 que as met\u00e1stases ocorrem?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abApesar da sua import\u00e2ncia cl\u00ednica, sabemos menos sobre as met\u00e1stases do que sobre o tumor prim\u00e1rio. Estas ocorrem quando algumas c\u00e9lulas tumorais adquirem a capacidade de invadir os tecidos e viajar atrav\u00e9s do sangue para outros \u00f3rg\u00e3os, onde conseguem estabelecer-se e formar novos tumores. No entanto, apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o destas c\u00e9lulas sobrevive e consegue metastizar. Estamos <\/span><b>atualmente num ponto em que podemos come\u00e7ar a desenvolver estrat\u00e9gias para as prevenir ou combater mais eficazmente. Este \u00e9, sem d\u00favida, o maior desafio na investiga\u00e7\u00e3o do cancro do c\u00f3lon.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00bb \u2013 Eduard Batlle<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-9811\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog2-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog2-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog2-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Blog2-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>Eduard Batlle.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO nosso grupo de investiga\u00e7\u00e3o tem-se concentrado em compreender a biologia destas c\u00e9lulas metast\u00e1ticas e os fatores-chave para a sua dissemina\u00e7\u00e3o. Descobrimos que o seu <\/span><b>comportamento \u00e9 diferente do do tumor prim\u00e1rio: possuem uma grande capacidade pl\u00e1stica que lhes permite migrar e adaptar-se a diferentes \u00f3rg\u00e3os.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Uma descoberta crucial neste processo foi a da prote\u00edna Hakai, que parece desempenhar um papel fundamental nesta plasticidade.\u00bb \u2013 Ang\u00e9lica Figueroa<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abGra\u00e7as ao financiamento da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d, estamos a desenvolver novos compostos destinados a bloquear a prote\u00edna Hakai e, assim, a travar as met\u00e1stases. Estamos atualmente a trabalhar na otimiza\u00e7\u00e3o destes compostos para utiliza\u00e7\u00e3o em seres humanos, esperando que nos pr\u00f3ximos anos entrem na fase de regulamenta\u00e7\u00e3o e, posteriormente, em ensaios cl\u00ednicos. <\/span><b>Trata-se de projetos complexos e arriscados, mas essenciais, uma vez que n\u00e3o dispomos atualmente de tratamentos espec\u00edficos para as met\u00e1stases.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00bb &#8211; Ang\u00e9lica Figueroa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Que tratamentos existem para as met\u00e1stases?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO primeiro passo no tratamento das met\u00e1stases \u00e9 uma compreens\u00e3o profunda da biologia do tumor. A identifica\u00e7\u00e3o das muta\u00e7\u00f5es e das caracter\u00edsticas de cada caso permite<\/span><b> selecionar os tratamentos mais eficazes e evitar aqueles que n\u00e3o oferecem qualquer benef\u00edcio e apenas acrescentam toxicidade desnecess\u00e1ria. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Esta estrat\u00e9gia, conhecida como <\/span><b>medicina de precis\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 j\u00e1 uma realidade no nosso sistema de sa\u00fade e<\/span><b> combina quimioterapia <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 que continua a ser essencial na maioria dos casos<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u2013<\/span><b> com terapias direcionadas, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">como os anticorpos monoclonais.\u00bb<\/span><b> \u2013 Elena \u00c9lez<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abNa nossa investiga\u00e7\u00e3o, identific\u00e1mos uma altera\u00e7\u00e3o molecular espec\u00edfica presente em 5% dos doentes com cancro colorretal metast\u00e1tico: a instabilidade de microssat\u00e9lites. Estes tumores t\u00eam uma elevada taxa de muta\u00e7\u00f5es que geram prote\u00ednas que o sistema imunit\u00e1rio deteta como estranhas, o que facilita a utiliza\u00e7\u00e3o da imunoterapia. Os nossos estudos demonstraram que a <\/span><b>combina\u00e7\u00e3o da imunoterapia com outros medicamentos \u00e9 mais eficaz do que a quimioterapia como primeira linha de tratamento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> nestes casos.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abNo entanto, observ\u00e1mos que os doentes com met\u00e1stases hep\u00e1ticas respondem pior \u00e0 imunoterapia. Ainda temos de perceber porque \u00e9 que isto acontece e <\/span><b>desenvolver estrat\u00e9gias terap\u00eauticas para ajudar a ultrapassar esta resist\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. A colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes grupos de investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para o progresso neste dom\u00ednio.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abA bi\u00f3psia de tecidos, um procedimento invasivo e doloroso, tem sido tradicionalmente utilizada para determinar quais os doentes que responder\u00e3o melhor a que tratamentos. Por isso, estamos a explorar <\/span><b>m\u00e9todos alternativos que nos permitam estudar o tumor e a sua evolu\u00e7\u00e3o de uma forma menos agressiva.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Desenvolvemos um sistema inovador de an\u00e1lise de amostras. Utilizando uma bi\u00f3psia l\u00edquida, extra\u00edmos c\u00e9lulas tumorais circulantes do sangue e implantamo-las num microchip, conhecido como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">organ-on-chip<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que reproduz fielmente as carater\u00edsticas do tumor. Este dispositivo fornece-nos um modelo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">in vivo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, permitindo uma monitoriza\u00e7\u00e3o mais precisa da doen\u00e7a e facilitando a previs\u00e3o da sua evolu\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as a isto, podemos ajustar o tratamento de uma forma personalizada \u00e0 medida que a doen\u00e7a progride.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b><i>Preven\u00e7\u00e3o do cancro colorretal<\/i><\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Que comportamentos podemos adotar para prevenir o cancro do c\u00f3lon?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abO fator mais importante <\/span><b>para melhorar o progn\u00f3stico desta doen\u00e7a \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Para tal, \u00e9 essencial adotar h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis, como uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada que forne\u00e7a todos os nutrientes necess\u00e1rios e a pr\u00e1tica regular de uma atividade f\u00edsica moderada.\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O stress est\u00e1 relacionado com o cancro do c\u00f3lon?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abEmbora n\u00e3o tenha sido demonstrado que o stress em si promova o desenvolvimento do cancro do c\u00f3lon, os fatores acima mencionados est\u00e3o intimamente ligados. <\/span><b>Uma pessoa sujeita a stress cr\u00f3nico ou emocional pode alterar a sua alimenta\u00e7\u00e3o e o seu n\u00edvel de atividade f\u00edsica, o que pode desencadear processos inflamat\u00f3rios e facilitar o desenvolvimento do cancro colorretal. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isto est\u00e1 relacionado com o microbioma, um sistema complexo que varia de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo e que se altera ao longo da vida. <\/span><b>Para prevenir o cancro do c\u00f3lon e as suas consequ\u00eancias, as mensagens-chave s\u00e3o: ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis e diagn\u00f3stico precoce.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00bb \u2013 Elena \u00c9lez<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c3QEf1bARYk?si=vzgmb1XCTlI1ouaU\" width=\"400\" height=\"225\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\">\ufeff<\/iframe><\/p>\n<p>Este ano, o cancro do c\u00f3lon e do reto voltar\u00e1 a ser um dos tipos de tumores mais diagnosticados em Espanha.<\/p>\n<p>De acordo com a Sociedade Espanhola de Oncologia M\u00e9dica (<a href=\"https:\/\/seom.org\/otros-servicios\/noticias\/210914-la-oncologia-personalizada-de-precision-reto-para-tratar-a-los-296-103-nuevos-casos-de-cancer-en-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SEOM<\/a>), este ano ser\u00e3o detetados 44 573 novos casos em Espanha. A n\u00edvel mundial, a incid\u00eancia desta doen\u00e7a duplicou nos \u00faltimos 20 anos, afetando cada vez mais pessoas com menos de 50 anos. Esta tend\u00eancia \u00e9 particularmente preocupante em alguns pa\u00edses ocidentais, onde fatores como mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e no estilo de vida, sedentarismo, altera\u00e7\u00f5es no microbioma intestinal e exposi\u00e7\u00e3o a determinados fatores ambientais adversos podem estar a desempenhar um papel fundamental.\u00a0<\/p>\n<p>O que est\u00e1 a causar o aumento de casos entre os jovens?<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[597,598],"tags":[],"class_list":["post-9732","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-investigacao"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Porque \u00e9 que a incid\u00eancia do cancro do c\u00f3lon est\u00e1 a aumentar entre os jovens? - Blog CaixaCi\u00e8ncia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/debate-cancro-do-colon\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Porque \u00e9 que a incid\u00eancia do cancro do c\u00f3lon est\u00e1 a aumentar entre os jovens? - Blog CaixaCi\u00e8ncia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\ufeff Este ano, o cancro do c\u00f3lon e do reto voltar\u00e1 a ser um dos tipos de tumores mais diagnosticados em Espanha. 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