{"id":13854,"date":"2026-07-17T12:06:04","date_gmt":"2026-07-17T11:06:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/?p=13854"},"modified":"2026-07-17T12:06:04","modified_gmt":"2026-07-17T11:06:04","slug":"sera-que-podemos-evitar-as-proximas-pandemias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/sera-que-podemos-evitar-as-proximas-pandemias\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que podemos evitar as pr\u00f3ximas pandemias?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-13820\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR.jpg 1920w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7a X<\/strong><\/p>\n<p>Esta foi a designa\u00e7\u00e3o que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) deu, em 2018, a uma patologia que, embora ainda n\u00e3o fosse conhecida (e talvez nem existisse), poderia causar uma<strong> epidemia ou pandemia grave no futuro<\/strong>.<\/p>\n<p>Apenas dois anos depois, surgiu o que se pode considerar o primeiro exemplo dessa \u201cdoen\u00e7a X\u201d: a COVID-19.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a constante \u201cenxurrada\u201d de not\u00edcias sobre novos agentes patog\u00e9nicos, alertas de sa\u00fade e surtos (gripe das aves, var\u00edola dos macacos, \u00e9bola, hantav\u00edrus, etc.) voltou a alimentar o nosso medo face uma d\u00favida inevit\u00e1vel: \u00ab<strong>Estaremos \u00e0 beira de uma nova pandemia?<\/strong>\u00bb. E este medo \u00e9 seguido de uma tentativa de pensamento tranquilizador: \u00abDepois de tudo o que aprendemos com a COVID-19, de certeza que agora estamos mais bem preparados. <strong>Talvez at\u00e9 possamos evit\u00e1-la.<\/strong>\u00bb<\/p>\n<p>Durante muito tempo, consider\u00e1mos as pandemias como uma parte inevit\u00e1vel da nossa hist\u00f3ria. No entanto, a ci\u00eancia disp\u00f5e hoje de ferramentas sem precedentes para antecipar, monitorizar e conter as doen\u00e7as emergentes antes de estas se tornarem amea\u00e7as globais. A quest\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas saber qual ser\u00e1 a pr\u00f3xima pandemia e como a enfrentar, mas tamb\u00e9m at\u00e9 que ponto conseguiremos antecip\u00e1-la.<\/p>\n<p>Com a colabora\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaimpulse-innovacion-salud-2024-plataforma-vigilancia-enfermedades-emergentes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jos\u00e9 Mu\u00f1oz<\/a>, investigador do Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal) e chefe do Servi\u00e7o de Sa\u00fade Internacional do Hospital Cl\u00ednic de Barcelona, e do bolseiro <a href=\"https:\/\/becarios.fundacionlacaixa.org\/ca\/becaris\/perfil\/-\/fucontent\/gerardo-ceada-torres-B004997\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gerardo Ceada<\/a>, respons\u00e1vel pelo <a href=\"https:\/\/www.elconfidencial.com\/tecnologia\/ciencia\/2026-05-22\/projeto-catalan-irta-estudiar-enfermedades-animais-pandemia_4359258\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">biobanco de zoorganoides<\/a> do Instituto de Investigaci\u00f3n y Tecnolog\u00eda Agroalimentaria (IRTA), iremos explorar como a ci\u00eancia trabalha atualmente para detetar riscos emergentes e qual o papel desempenhado pela vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, pela investiga\u00e7\u00e3o biom\u00e9dica e pela abordagem <em>One Health<\/em> (Uma S\u00f3 Sa\u00fade) na preven\u00e7\u00e3o de futuras pandemias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mais do que uma suspeita <\/strong><\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e3o a surgir cada vez mais v\u00edrus novos n\u00e3o \u00e9 infundada. \u00abNas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, <strong>aumentaram consideravelmente<\/strong>\u00bb, explica Jos\u00e9 Mu\u00f1oz. O v\u00edrus Zika, o MERS-CoV e a pr\u00f3pria COVID-19 s\u00e3o alguns dos exemplos mais recentes.<\/p>\n<div id=\"attachment_13836\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13836\" class=\"wp-image-13836\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia.jpg 1920w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-13836\" class=\"wp-caption-text\"><em>Gerardo Ceada e a sua equipa no Zoorganoids<\/em><\/p><\/div>\n<p>No entanto, este aumento tem duas vertentes. \u00abPor um lado, hoje dispomos de <strong>melhores sistemas de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e de diagn\u00f3stico<\/strong> que nos permitem detetar surtos que antes teriam passado despercebidos. Por outro lado, tamb\u00e9m estamos a assistir a um<strong> aumento real <\/strong>da transmiss\u00e3o de agentes patog\u00e9nicos entre esp\u00e9cies\u00bb, acrescenta Gerardo Ceada. \u00abEstes casos s\u00e3o conhecidos como \u201czoonoses\u201d\u00bb, explica Jos\u00e9, \u00abe estima-se que sejam <strong>respons\u00e1veis por cerca de 70% das novas doen\u00e7as<\/strong> que observamos atualmente\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A favor do vento<\/strong><\/p>\n<p>O facto de um v\u00edrus vir a tornar-se um problema de sa\u00fade p\u00fablica raramente depende do acaso. Por tr\u00e1s da maioria das doen\u00e7as emergentes est\u00e3o <strong>fatores ambientais, sociais e demogr\u00e1ficos<\/strong> que criam o cen\u00e1rio perfeito para que um agente patog\u00e9nico salte de uma esp\u00e9cie para outra e, posteriormente, encontre uma forma de se propagar.<\/p>\n<p>\u00abSabemos bastante bem quais s\u00e3o os fatores que favorecem o surgimento e a propaga\u00e7\u00e3o destas doen\u00e7as, e muitos deles est\u00e3o a intensificar-se\u00bb, salienta Jos\u00e9. \u00abUm dos mais importantes \u00e9 as<strong> altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong>, que est\u00e3o a alterar a distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies capazes de atuar como reservat\u00f3rios ou vetores de doen\u00e7as. Um bom exemplo disso \u00e9 o mosquito-tigre, cada vez mais comum na Europa, capaz de transmitir v\u00edrus como da dengue, da zika e da chicungunha\u00bb.<\/p>\n<p>A isto acrescentam-se a<strong> desfloresta\u00e7\u00e3o, a urbaniza\u00e7\u00e3o e a crescente mobilidade internacional<\/strong>. \u00abO contacto entre as pessoas e a fauna selvagem \u00e9 cada vez mais pr\u00f3ximo, ao mesmo tempo que as desloca\u00e7\u00f5es facilitam a r\u00e1pida propaga\u00e7\u00e3o de um surto local\u00bb, explica o investigador. A epidemia de \u00e9bola de 2014 \u00e9 um exemplo disso: um surto que provavelmente teve in\u00edcio numa pequena localidade da Guin\u00e9, quando uma crian\u00e7a de dois anos entrou em contacto com morcegos enquanto brincava, acabou por se propagar, dando origem \u00e0 maior epidemia desta doen\u00e7a registada at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n<div id=\"attachment_13824\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13824\" class=\"wp-image-13824\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-2.jpg 1920w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-2-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-13824\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jos\u00e9 Mu\u00f1oz<\/em><\/p><\/div>\n<p>Por \u00faltimo, outros fatores como a<strong> pobreza, os conflitos armados, as migra\u00e7\u00f5es e a fragilidade de alguns sistemas de sa\u00fade<\/strong> completam o panorama. \u00abNestes contextos, torna-se mais dif\u00edcil detetar precocemente novos agentes patog\u00e9nicos e responder rapidamente, o que aumenta o risco de um surto local acabar por assumir uma dimens\u00e3o muito maior\u00bb, acrescenta Jos\u00e9.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sempre um passo \u00e0 frente<\/strong><\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, os sistemas de alerta epidemiol\u00f3gico basearam-se principalmente na chamada <strong>vigil\u00e2ncia passiva<\/strong>: s\u00e3o os hospitais e os centros de sa\u00fade que notificam os casos quando estes j\u00e1 se manifestaram. \u00ab\u00c9 um sistema que funciona, mas, por vezes, os casos s\u00e3o detetados tarde ou n\u00e3o chegam a ser devidamente notificados\u00bb, explica Jos\u00e9 Mu\u00f1oz. \u00abO desafio agora consiste em passar para uma <strong>vigil\u00e2ncia ativa<\/strong>, ou seja, n\u00e3o esperar que um surto se torne evidente, mas procurar os primeiros sinais que indiquem que algo invulgar est\u00e1 a acontecer\u00bb.<\/p>\n<p>E gra\u00e7as \u00e0 tecnologia, esta mudan\u00e7a est\u00e1 a tornar-se poss\u00edvel: desde os <strong>algoritmos de IA<\/strong> capazes de analisar milh\u00f5es de dados cl\u00ednicos em tempo real at\u00e9 \u00e0 <strong>an\u00e1lise gen\u00f3mica<\/strong> das \u00e1guas residuais para detetar agentes patog\u00e9nicos antes que se propaguem, passando pela <strong>vigil\u00e2ncia digital<\/strong> com base em pesquisas na Internet ou conversas nas redes sociais e at\u00e9 mesmo pela utiliza\u00e7\u00e3o de <strong>imagens de sat\u00e9lite<\/strong> para monitorizar vari\u00e1veis clim\u00e1ticas relacionadas com determinadas doen\u00e7as. Estes s\u00e3o apenas alguns exemplos.<\/p>\n<p>\u00ab<strong>Estamos a viver um momento emocionante<\/strong>\u00bb, afirma o investigador. \u00abH\u00e1 equipas multidisciplinares a trabalhar com estas tecnologias para detetar eventos de forma precoce e responder mais rapidamente. Ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer, especialmente no que diz respeito \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o de todos estes sistemas, mas estamos a avan\u00e7ar na dire\u00e7\u00e3o certa.\u00bb<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a de paradigma j\u00e1 est\u00e1 a dar origem a novas ferramentas concretas, capazes de antecipar o risco.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 a <a href=\"https:\/\/web.fambaproject.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Famba<\/a>, uma plataforma desenvolvida pela equipa de Jos\u00e9 Mu\u00f1oz que utiliza intelig\u00eancia artificial para integrar informa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas, clim\u00e1ticas e de mobilidade, com o objetivo de prever o risco de doen\u00e7as infeciosas.<\/p>\n<div id=\"attachment_13832\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13832\" class=\"wp-image-13832\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-4.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-4.jpg 1920w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-4-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-4-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-4-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-4-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-13832\" class=\"wp-caption-text\"><em>Aplica\u00e7\u00e3o Famba<\/em><\/p><\/div>\n<p>A plataforma oferece <strong>recomenda\u00e7\u00f5es personalizadas<\/strong> aos viajantes internacionais \u2013 por exemplo, estimando o risco real de contrair dengue em fun\u00e7\u00e3o do destino, da \u00e9poca do ano ou das condi\u00e7\u00f5es ambientais \u2013, mas tamb\u00e9m funciona como um sistema de <strong>vigil\u00e2ncia coletiva<\/strong>. Identificar as situa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o habituais em cada regi\u00e3o e detetar desvios permite acelerar a resposta dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Outra forma de prevenir uma pandemia consiste em estudar os v\u00edrus antes mesmo de estes encontrarem um novo hospedeiro. Esse \u00e9 o objetivo do <a href=\"https:\/\/www.irta.cat\/servei\/plataforma-de-zoorganoids\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zoorganoids\u2122<\/a>, o biobanco de organoides animais do IRTA, onde trabalha Gerardo Ceada. Gra\u00e7as aos organoides cultivados a partir de c\u00e9lulas estaminais de mais de 40 esp\u00e9cies animais, a equipa pode analisar <strong>como os v\u00edrus interagem com diferentes hospedeiros<\/strong> sem necessidade de realizar experi\u00eancias com animais vivos.<\/p>\n<div id=\"attachment_13828\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13828\" class=\"wp-image-13828\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-3.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-3.jpg 1920w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-3-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-3-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-copia-3-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-13828\" class=\"wp-caption-text\"><em>Esquerda: Organoides pulmonares de porco infetados com o v\u00edrus da gripe A (H1N1) su\u00edna. Citoesqueleto a branco, n\u00facleos em ciano e v\u00edrus em magenta. Direita: Tanque de azoto com amostras de organoides.<\/em><\/p><\/div>\n<p>\u00abPodemos infetar organoides de in\u00fameras esp\u00e9cies com o mesmo agente patog\u00e9nico para identificar os animais que poder\u00e3o ser suscet\u00edveis de desenvolver a infe\u00e7\u00e3o, mesmo antes de esta ocorrer na natureza\u00bb, explica Gerardo Ceada.<\/p>\n<p>Embora utilizem estrat\u00e9gias muito diferentes, projetos como o Famba e o Zoorganoids\u2122 partilham a mesma ideia: a abordagem <em>One Health<\/em>, segundo a qual a<strong> sa\u00fade humana n\u00e3o pode ser entendida de forma isolada<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00abDurante d\u00e9cadas, a sa\u00fade humana, a sa\u00fade animal e o ambiente foram estudados separadamente. Hoje sabemos que <strong>fazem parte do mesmo sistema<\/strong>\u00bb, explica Jos\u00e9 Mu\u00f1oz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Um futuro que pode ser evitado<\/strong><\/p>\n<p>Provavelmente n\u00e3o conseguiremos impedir o surgimento de novos v\u00edrus. Enquanto existirem agentes patog\u00e9nicos capazes de saltar de uma esp\u00e9cie para outra, continuar\u00e3o a surgir doen\u00e7as emergentes. Contudo, isso n\u00e3o significa que estejamos condenados a repetir uma crise como a da COVID-19.<\/p>\n<p>\u00abAs pandemias n\u00e3o s\u00e3o totalmente evit\u00e1veis, mas s\u00e3o cada vez <strong>mais preven\u00edveis e control\u00e1veis<\/strong>\u00bb, conclui Gerardo Ceada. O segredo est\u00e1 em detetar as amea\u00e7as o mais cedo poss\u00edvel, compreender melhor a forma como os agentes patog\u00e9nicos evoluem e agir de forma r\u00e1pida e coordenada antes que um surto local se transforme num problema global.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que a possibilidade de uma doen\u00e7a X continuar\u00e1 sempre a existir em algum lugar do planeta. E o objetivo final \u00e9 claro: sermos capazes de a conter e at\u00e9 mesmo de a eliminar antes que se espalhe. No entanto, como salienta Jos\u00e9 Mu\u00f1oz, \u00abse conseguirmos a dete\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a e uma resposta r\u00e1pida e coordenada, j\u00e1 teremos alcan\u00e7ado muito. <strong>Esse \u00e9 o objetivo atual<\/strong>\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-13820\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR.jpg 1920w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/recortes-fotos_Blog-CxR-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Doen\u00e7a X<\/p>\n<p>Esta foi a designa\u00e7\u00e3o que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) deu, em 2018, a uma patologia que, embora ainda n\u00e3o fosse conhecida (e talvez nem existisse), poderia causar uma epidemia ou pandemia grave no futuro.<\/p>\n<p>Apenas dois anos depois, surgiu o que se pode considerar o primeiro exemplo dessa \u201cdoen\u00e7a X\u201d: a COVID-19.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a constante \u201cenxurrada\u201d de not\u00edcias sobre novos agentes patog\u00e9nicos, alertas de sa\u00fade e surtos (gripe das aves, var\u00edola dos macacos, \u00e9bola, hantav\u00edrus, etc.) voltou a alimentar o nosso medo face uma d\u00favida inevit\u00e1vel: \u00abEstaremos \u00e0 beira de uma nova pandemia?\u00bb. E este medo \u00e9 seguido de uma tentativa de pensamento tranquilizador: \u00abDepois de tudo o que aprendemos com a COVID-19,<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[597,598],"tags":[],"class_list":["post-13854","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-investigacao"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Ser\u00e1 que podemos evitar as pr\u00f3ximas pandemias? - Blog CaixaCi\u00e8ncia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/sera-que-podemos-evitar-as-proximas-pandemias\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ser\u00e1 que podemos evitar as pr\u00f3ximas pandemias? - Blog CaixaCi\u00e8ncia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Doen\u00e7a X Esta foi a designa\u00e7\u00e3o que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) deu, em 2018, a uma patologia que, embora ainda n\u00e3o fosse conhecida (e talvez nem existisse), poderia causar uma epidemia ou pandemia grave no futuro. Apenas dois anos depois, surgiu o que se pode considerar o primeiro exemplo dessa \u201cdoen\u00e7a X\u201d: a COVID-19. Desde ent\u00e3o, a constante \u201cenxurrada\u201d de not\u00edcias sobre novos agentes patog\u00e9nicos, alertas de sa\u00fade e surtos (gripe das aves, var\u00edola dos macacos, \u00e9bola, hantav\u00edrus, etc.) voltou a alimentar o nosso medo face uma d\u00favida inevit\u00e1vel: \u00abEstaremos \u00e0 beira de uma nova pandemia?\u00bb. 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