{"id":13163,"date":"2026-02-25T17:29:38","date_gmt":"2026-02-25T16:29:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/?p=13163"},"modified":"2026-02-27T08:30:30","modified_gmt":"2026-02-27T07:30:30","slug":"cancro-um-nome-muitas-doencas-perguntamos-ao-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/cancro-um-nome-muitas-doencas-perguntamos-ao-especialista\/","title":{"rendered":"Cancro. Um nome, muitas doen\u00e7as. Perguntamos ao especialista"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-13148\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p><b>Todos os avan\u00e7os come\u00e7am com uma pergunta. <\/b><span style=\"font-weight: 300;\">Os m\u00e9dicos da Gr\u00e9cia Antiga interrogavam-se sobre o que seria o tecido anormal que crescia sem controlo e afetava a sa\u00fade dos seus doentes. Chamaram-lhe <\/span><i><span style=\"font-weight: 300;\">karkinos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 300;\">, caranguejo, por ser duro e semelhante a este animal. Deste termo deriva a palavra que continuamos a utilizar atualmente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Dois mil e quatrocentos anos depois, sabemos que existem mais de 200 tipos de cancro.<\/span><b> O cancro n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica doen\u00e7a, mas sim muitas, e requer que sejam feitas muitas perguntas.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Neste artigo, <\/span><b>reunimos algumas das d\u00favidas que nos foram enviadas pela nossa comunidade e abordamo-las juntamente com duas especialistas em cl\u00ednica e investiga\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaresearch-investigacion-salud-2023-proyecto-cancer-pancreas\"><b>Elisa Espinet<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, investigadora Health Research da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d e l\u00edder de grupo do Laborat\u00f3rio de Cancro Pancre\u00e1tico da Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona e do Instituto de Investigaci\u00f3n Biom\u00e9dica de Bellvitge (IDIBELL), e<\/span> <a href=\"https:\/\/becarios.fundacionlacaixa.org\/irene-brana-garcia-B003152\"><b>Irene Bra\u00f1a<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, bolseira da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d, oncologista m\u00e9dica do Hospital Universit\u00e1rio Vall d\u2019Hebron, chefe do Grupo de Cancro da Cabe\u00e7a e Pesco\u00e7o do Vall d\u2019Hebron Instituto de Oncologia (VHIO) e investigadora da Unidade de Investiga\u00e7\u00e3o em Terapia Molecular do Cancro (UITM)-CaixaResearch, tamb\u00e9m do VHIO, ajudam-nos a compreender melhor o contexto de uma realidade complexa que nos afeta a todos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Vamos a isso!<\/span><\/p>\n<p><b><i>Nem todos os tumores s\u00e3o iguais, e nem todos os doentes respondem da mesma maneira. Por que raz\u00e3o \u00e9 importante compreendermos a diversidade do cancro?<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">ELISA: Assim como as c\u00e9lulas da nossa pele n\u00e3o s\u00e3o iguais \u00e0s c\u00e9lulas dos nossos olhos, <\/span><b>os tumores com origem em diferentes \u00f3rg\u00e3os tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes entre si<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">. Por exemplo, um melanoma cut\u00e2neo n\u00e3o \u00e9 igual a um melanoma uveal (ocular) e, portanto, requerem tratamentos diferentes, da mesma forma que n\u00e3o usamos o mesmo creme para a pele e para os olhos. <\/span><b>Mesmo dentro do mesmo \u00f3rg\u00e3o, existem diferentes tipos de c\u00e9lulas, e cada uma pode dar origem a tumores com caracter\u00edsticas diferentes.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Compreender isto \u00e9 fundamental para avan\u00e7armos em dire\u00e7\u00e3o a uma medicina cada vez mais personalizada.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-13156\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-11-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p><em>Elisa Espinet, investigadora Health Research da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d e l\u00edder de grupo do Laborat\u00f3rio de Cancro Pancre\u00e1tico da Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona e do Instituto de Investigaci\u00f3n Biom\u00e9dica de Bellvitge (IDIBELL).<\/em><\/p>\n<p><b><i>E a gen\u00e9tica? Que papel desempenha no desenvolvimento do cancro e de que forma se combina com outros fatores de risco (sociais, ambientais, etc.)?\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">IRENE: A gen\u00e9tica desempenha um papel importante, mas devemos distinguir entre predisposi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria e altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas adquiridas. <\/span><b>Apenas cerca de 5 a 10% dos cancros se devem a muta\u00e7\u00f5es herdadas dos nossos pais<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">, como o BRCA1\/2 e a s\u00edndrome de Lynch. A maioria dos cancros, no entanto, \u00e9 causada por altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que as c\u00e9lulas v\u00e3o acumulando ao longo da vida, influenciadas por fatores como <\/span><b>tabaco, \u00e1lcool, dieta, obesidade, infe\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00e3o ao meio ambiente<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">. O cancro \u00e9, geralmente, o resultado da intera\u00e7\u00e3o entre a nossa biologia e o ambiente em que vivemos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><i>\u00c9 verdade que se est\u00e1 a observar uma diminui\u00e7\u00e3o da idade em que aparecem alguns tipos de cancro? Porqu\u00ea?<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">IRENE: Sim, nos \u00faltimos anos, temos vindo a observar um aumento de alguns tipos de cancro <\/span><b>em<\/b> <b>pessoas com menos de 50 anos, especialmente cancro colorretal, da mama e do endom\u00e9trio<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">. N\u00e3o existe uma causa \u00fanica clara, mas provavelmente t\u00eam influ\u00eancia fatores como aqueles que mencionei antes, relacionados com <\/span><b>mudan\u00e7as no estilo de vida<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">: aumento da obesidade, altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e poss\u00edveis fatores ambientais. Tamb\u00e9m poder\u00e3o contribuir para este aumento uma maior sensibiliza\u00e7\u00e3o por parte das pessoas e uma maior capacidade de diagn\u00f3stico, pois permitem que sejam detetados mais cedo, embora isso n\u00e3o explique completamente esta tend\u00eancia. \u00c9 um fen\u00f3meno que estamos a estudar intensamente, porque tem implica\u00e7\u00f5es importantes na preven\u00e7\u00e3o e nas estrat\u00e9gias de rastreio.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-13217\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-10-1-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p><em>Irene Bra\u00f1a, bolseira da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d e l\u00edder de grupo de Cancro da Cabe\u00e7a e do Pesco\u00e7o da Unidad de Investigaci\u00f3n de Terapia Mol\u00e9cular (UITM)-Caixa Research, do Vall d\u2019Hebron Instituto de Oncolog\u00eda (VHIO).<\/em><\/p>\n<p><b><i>Em m\u00e9dia, quanto tempo decorre entre o in\u00edcio de um processo tumoral e a altura em que um cancro pode ser detetado? De que forma varia entre diferentes tipos de tumor?<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">ELISA: As c\u00e9lulas do nosso corpo sofrem muta\u00e7\u00f5es (erros no ADN) continuamente, como disse a Irene. Na maioria dos casos, os erros s\u00e3o corrigidos ou as c\u00e9lulas danificadas desaparecem. No entanto, quando alguns desses erros ficam fixados no ADN e se acumulam ao longo do tempo, pode iniciar-se um processo tumoral. <\/span><b>Para que isso aconte\u00e7a, s\u00e3o necess\u00e1rios v\u00e1rios anos, at\u00e9 d\u00e9cadas, embora dependa do tecido em que o fen\u00f3meno ocorre.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> A dete\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depende muito do tipo de cancro. Tumores que aparecem em locais mais vis\u00edveis (mama, pele\/melanoma) podem ser detetados mais facilmente, por estarem \u201c\u00e0 vista\u201d. Outros, como o cancro do p\u00e2ncreas, demoram mais tempo a ser detetados, porque o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel e os sintomas s\u00e3o pouco espec\u00edficos.<\/span><\/p>\n<p><b><i>Falando em diversidade no cancro&#8230; tamb\u00e9m h\u00e1 pessoas que desenvolvem met\u00e1stases e outras n\u00e3o. Porque \u00e9 que isso acontece?<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">ELISA: Pouco sabemos ainda. Estamos a come\u00e7ar a compreender que<\/span><b> a forma como ao tumor interage com o seu ambiente e a sua capacidade de se deslocar e sobreviver<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> fora do \u00f3rg\u00e3o de origem s\u00e3o o que permite que as suas c\u00e9lulas possam viajar para outros \u00f3rg\u00e3os e acabem por iniciar uma les\u00e3o nesses \u00f3rg\u00e3os. Portanto, compreender as caracter\u00edsticas espec\u00edficas de cada tumor \u00e9 importante, porque isso vai ajudar-nos a prever quais s\u00e3o os doentes com maior probabilidade de desenvolver met\u00e1stases e a desenvolver terapias que possam retardar ou, inclusivamente, impedir o seu aparecimento.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><i>E por que raz\u00e3o algumas pessoas t\u00eam recidivas?\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">IRENE: Porque, apesar do tratamento inicial, poder\u00e3o permanecer c\u00e9lulas tumorais microsc\u00f3picas que n\u00e3o s\u00e3o detetadas e que, com o tempo, voltam a crescer. A biologia do tumor tamb\u00e9m tem influ\u00eancia, como disse a Elisa, isto \u00e9, o tamanho e a extens\u00e3o do cancro no momento do diagn\u00f3stico (o que chamamos de \u00abest\u00e1gio\u00bb). <\/span><b>Alguns s\u00e3o mais agressivos ou desenvolvem mecanismos de resist\u00eancia aos tratamentos.\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b><i>Claro, a altura em que \u00e9 feito o diagn\u00f3stico tamb\u00e9m \u00e9 importante. Existe algum indicador comum a todos os cancros que nos possa alertar para a sua presen\u00e7a antes do aparecimento dos sintomas?\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">ELISA: N\u00e3o, atualmente n\u00e3o existe nenhum indicador comum, nem nenhum biomarcador universal para todos os tipos de cancro antes do aparecimento dos sintomas. <\/span><b>Um dos marcadores mais estudados na bi\u00f3psia l\u00edquida \u00e9 a dete\u00e7\u00e3o de ADN tumoral<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> (se n\u00e3o houver tumor, n\u00e3o haver\u00e1 fonte de ADN tumoral e, portanto, n\u00e3o haver\u00e1 presen\u00e7a na circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea). No entanto, e voltando \u00e0 diversidade de que temos estado a falar, os n\u00edveis de ADN tumoral circulante podem variar muito entre diferentes tipos de cancro e tamb\u00e9m entre doentes com o mesmo tipo de tumor. Resolver estas quest\u00f5es \u00e9 um dos grandes desafios atuais para avan\u00e7armos para uma dete\u00e7\u00e3o mais precoce e precisa.<\/span><\/p>\n<p><b><i>Em que consiste exatamente a bi\u00f3psia l\u00edquida? E que tipos de cancro podem ser diagnosticados atualmente atrav\u00e9s desta t\u00e9cnica?\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">ELISA: Consiste em <\/span><b>encontrar, normalmente numa amostra de sangue, mol\u00e9culas que, em condi\u00e7\u00f5es normais, n\u00e3o deveriam estar presentes<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> no sangue. Mais concretamente, material gen\u00e9tico, <\/span><b>ADN ou ARN tumoral<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">. Al\u00e9m disso, a quantidade espec\u00edfica destas mol\u00e9culas, destes biomarcadores, pode fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a: se aumentar, poder\u00e1 indicar que a doen\u00e7a est\u00e1 a progredir; enquanto, se diminuir (por exemplo, durante o tratamento), poder\u00e1 indicar que o tumor est\u00e1 a responder bem. Em est\u00e1gios em que a doen\u00e7a est\u00e1 mais avan\u00e7ada, como nos casos em que h\u00e1 met\u00e1stases, poder\u00e1 haver uma maior presen\u00e7a destes marcadores tumorais no sangue e, portanto, a dete\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica podem ser mais precisas. A bi\u00f3psia l\u00edquida est\u00e1 a ser utilizada no cancro da mama metast\u00e1tico, no cancro do pulm\u00e3o de pequenas c\u00e9lulas e no cancro do c\u00f3lon, mas \u00e9 importante ter em conta que a presen\u00e7a de biomarcadores depende do tipo de tumor e do doente, e ainda n\u00e3o sabemos suficientemente bem de que forma \u00e9 regulada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><i>A quimioterapia e a radioterapia s\u00e3o os tratamentos mais conhecidos. Que outros tratamentos se mostraram eficazes em determinados tipos de cancro?\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">IRENE:<\/span> <span style=\"font-weight: 300;\">O tratamento do cancro depende do tipo e do est\u00e1gio, mas sim, continuamos a utilizar cirurgia, quimioterapia e radioterapia como pilares fundamentais. No entanto, na \u00faltima d\u00e9cada, as <\/span><b>terapias direcionadas e a imunoterapia<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">, que atuam sobre altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do tumor ou fortalecem o sistema imunit\u00e1rio do doente, passaram a desempenhar um papel de destaque. Tamb\u00e9m contamos com <\/span><b>hormonoterapia<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> em determinados tumores e terapias celulares em contextos espec\u00edficos, como as <\/span><b>terapias CAR-T<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> em tumores hematol\u00f3gicos.<\/span><\/p>\n<p><b><i>O sistema imunit\u00e1rio \u00e9 fundamental no desenvolvimento do cancro. E h\u00e1 tumores que se escondem dele. Como podemos elimin\u00e1-los?\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">ELISA: Existem v\u00e1rios mecanismos que o tumor utiliza para n\u00e3o ser visto e\/ou atacado pelo sistema imunit\u00e1rio, pelo que existem diferentes estrat\u00e9gias em fun\u00e7\u00e3o disso. Por exemplo, quando as c\u00e9lulas tumorais se protegem produzindo mol\u00e9culas que inibem a a\u00e7\u00e3o do sistema imunit\u00e1rio, <\/span><b>podemos utilizar medicamentos que \u201cdesligam\u201d ou bloqueiam esses sinais<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">, que \u00e9 o que se faz com as terapias anti-PD-1 e anti-PD-L1. Ou, quando o sistema imunit\u00e1rio est\u00e1 \u201cadormecido\u201d, podemos obter c\u00e9lulas imunit\u00e1rias do pr\u00f3prio doente, modific\u00e1-las em laborat\u00f3rio, tornando-as supereficientes no reconhecimento do tumor, e depois devolv\u00ea-las ao organismo. \u00c9 o que se conhece como terapia CAR-T. Outra forma de <\/span><b>\u201cacordar\u201d o sistema imunit\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> poder\u00e1 ser atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de vacinas tumorais personalizadas. Existem muitos estudos relacionados com novas ferramentas para desmascarar as c\u00e9lulas tumorais.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><i>Atualmente, podemos falar de cura completa para algum tipo de cancro? Qual?<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">IRENE: Sim, felizmente existem tumores com taxas de cura muito altas, especialmente quando s\u00e3o diagnosticados em est\u00e1gios iniciais. Alguns exemplos s\u00e3o o <\/span><b>cancro testicular, determinados linfomas e muitos cancros da mama, do c\u00f3lon e da cabe\u00e7a e pesco\u00e7o detetados precocemente<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">. Noutros casos, falamos mais de cronicidade, uma vez que alguns doentes podem viver muitos anos com a doen\u00e7a controlada, gra\u00e7as a terapias inovadoras. \u00c9 sempre importante individualizar o progn\u00f3stico e transmitir informa\u00e7\u00e3o realista, mas tamb\u00e9m esperan\u00e7osa. Hoje, mais do que nunca, o diagn\u00f3stico de cancro n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de falta de op\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><b><i>Al\u00e9m de tudo isto, conviver com a doen\u00e7a, mesmo depois de a ter superado, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Como se pode reduzir o impacto das sequelas f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e sociais, e favorecer a reintegra\u00e7\u00e3o dos doentes na vida quotidiana e profissional?<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">IRENE: <\/span><b>O tratamento do cancro n\u00e3o termina quando o doente finaliza o tratamento.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u00c9 fundamental trabalhar a <\/span><b>reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica, o apoio psicol\u00f3gico e o acompanhamento social e profissional<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">. Muitas pessoas podem sentir cansa\u00e7o, falta de concentra\u00e7\u00e3o, ansiedade, medo da recidiva ou dificuldades em regressar ao trabalho. Por isso, \u00e9 fundamental uma abordagem multidisciplinar que inclua oncologistas, psic\u00f3logos, fisioterapeutas e assistentes sociais. O nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas aumentar a sobreviv\u00eancia, \u00e9 tamb\u00e9m preservar a qualidade de vida e permitir que as pessoas recuperem o seu projeto de vida com o maior bem-estar poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-13148\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CR_Accion-HERO-Cancer__BLOG-9-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p>Todos os avan\u00e7os come\u00e7am com uma pergunta. Os m\u00e9dicos da Gr\u00e9cia Antiga interrogavam-se sobre o que seria o tecido anormal que crescia sem controlo e afetava a sa\u00fade dos seus doentes. Chamaram-lhe <i>karkinos<\/i>, caranguejo, por ser duro e semelhante a este animal. Deste termo deriva a palavra que continuamos a utilizar atualmente.<\/p>\n<p>Dois mil e quatrocentos anos depois, sabemos que existem mais de 200 tipos de cancro. O cancro n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica doen\u00e7a, mas sim muitas, e requer que sejam feitas muitas perguntas. Neste artigo, reunimos algumas das d\u00favidas que nos foram enviadas pela nossa comunidade e abordamo-las juntamente com duas especialistas em cl\u00ednica e investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaresearch-investigacion-salud-2023-proyecto-cancer-pancreas\">Elisa Espinet<\/a>,<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[586],"tags":[],"class_list":["post-13163","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Cancro. Um nome, muitas doen\u00e7as. 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