{"id":12903,"date":"2025-12-18T11:53:48","date_gmt":"2025-12-18T10:53:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/?p=12903"},"modified":"2025-12-18T12:04:22","modified_gmt":"2025-12-18T11:04:22","slug":"a-doenca-das-mil-caras-em-busca-de-uma-cura-para-a-esclerose-multipla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/a-doenca-das-mil-caras-em-busca-de-uma-cura-para-a-esclerose-multipla\/","title":{"rendered":"A doen\u00e7a das mil caras: em busca de uma cura para a esclerose m\u00faltipla"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FaPzlYKpDXE?si=40r6EjhnZnN9sAO6\" width=\"400\" height=\"225\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">A cada cinco minutos, \u00e9 diagnosticado um novo caso de esclerose m\u00faltipla no mundo. Esta doen\u00e7a afeta <\/span><b>mais de 2,8 milh\u00f5es de pessoas a n\u00edvel global<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">, 55 000 em Espanha. Surge, geralmente, entre os 20 e os 40 anos (\u00e9 a segunda maior causa de incapacidade entre os jovens) e tr\u00eas em cada quatro pessoas que sofrem da doen\u00e7a s\u00e3o mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">A esclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a neurodegenerativa de origem autoimune que afeta o c\u00e9rebro e a medula espinal. Ocorre quando o sistema imunit\u00e1rio ataca, por engano, a camada protetora dos neur\u00f3nios, chamada mielina, bem como os seus ax\u00f3nios, a parte que os liga a outras c\u00e9lulas nervosas. Quando esta camada isoladora e parte dos neur\u00f3nios s\u00e3o danificados, <\/span><b>a comunica\u00e7\u00e3o entre o c\u00e9rebro e o resto do corpo \u00e9 interrompida<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">, levando a uma degenera\u00e7\u00e3o progressiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Os sintomas com que se manifesta s\u00e3o muito diversos: fadiga, problemas de vis\u00e3o, altera\u00e7\u00f5es cognitivas, dores, perturba\u00e7\u00f5es do equil\u00edbrio e do controlo dos esf\u00edncteres, dificuldade em andar ou falar, etc. Esta variabilidade <\/span><b>complica o diagn\u00f3stico<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> e faz com que o impacto na qualidade de vida seja muito diferente de doente para doente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Ainda n\u00e3o se conhece a causa exata da esclerose m\u00faltipla, mas os especialistas acreditam que se trata de uma doen\u00e7a em que interv\u00eam fatores gen\u00e9ticos e ambientais. Al\u00e9m disso, foram identificados fatores de risco como d\u00e9fice de vitamina D, tabagismo, sedentarismo e a<\/span> <span style=\"font-weight: 300;\">composi\u00e7\u00e3o da microbiota intestinal. <\/span><b>Tamb\u00e9m ainda n\u00e3o existe uma cura definitiva<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> para a doen\u00e7a, embora os tratamentos atuais permitam alterar o seu curso, retardar a sua progress\u00e3o e reduzir a frequ\u00eancia dos surtos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Com a participa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas especialistas na doen\u00e7a, Pablo Villoslada, Pablo Arroyo-Pereiro e Mar Tintor\u00e9 Subirana, o \u00faltimo <\/span><b>Debate de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade, realizado no dia 10 de dezembro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><span style=\"font-weight: 300;\">analisou em profundidade a realidade da esclerose m\u00faltipla, os avan\u00e7os no diagn\u00f3stico, o estudo das suas causas e a efic\u00e1cia dos tratamentos atuais e em desenvolvimento.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Pablo Villoslada<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u00e9 chefe do Servi\u00e7o de Neurologia do Hospital del Mar e diretor do Programa de Neuroci\u00eancias do Hospital del Mar Research Institute (IMIM), em Barcelona.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Pablo Arroyo-Pereiro<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u00e9 neurologista na Unidade de Esclerose M\u00faltipla, Departamento de Neurologia, do Hospital Universit\u00e1rio de Bellvitge (HUB), tamb\u00e9m na Catalunha.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u00e9 diretora cl\u00ednica do Centro de Esclerose M\u00faltipla da Catalunha (Cemcat) e do Servi\u00e7o de Neurologia\/Neuroimunologia do Hospital Universit\u00e1rio Vall d&#8217;Hebron (VHIR), e professora de Neurologia na Universidade de Vic \u2013 Universitat Central de Catalunya (UVic-UCC).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">De seguida, passamos em revista as principais quest\u00f5es que os tr\u00eas especialistas abordaram durante o debate conduzido por <\/span><b>Jessica Mouzo<\/b><span style=\"font-weight: 300;\">, jornalista especializada em sa\u00fade do jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 300;\">El Pa\u00eds<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 300;\">.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12893\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog7-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog7-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog7-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog7-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog7-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog7-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>Jessica Mouzo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Fatores gen\u00e9ticos e ambientais<\/b><\/h3>\n<p><b>O que \u00e9 a esclerose m\u00faltipla?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abA esclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a do sistema nervoso central, o que significa que afeta o c\u00e9rebro e a medula espinal. Os neur\u00f3nios t\u00eam uma cabe\u00e7a e uma cauda muito longa, por onde passa o sinal nervoso que produzem. Esta cauda est\u00e1 revestida por uma bainha chamada mielina, como se fosse um cabo el\u00e9trico. Na esclerose m\u00faltipla, as nossas defesas atacam-nos em vez de nos protegerem, inflamando a mielina, o que afeta a transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Pode implicar a perda de vis\u00e3o, de sensibilidade ou de for\u00e7a, dependendo do \u201ccabo\u201d afetado. Em suma, a esclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune e desmielinizante.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>O que a distingue da esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA)?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abS\u00e3o duas doen\u00e7as completamente diferentes. Esclerose significa cicatriz. Na esclerose m\u00faltipla, h\u00e1 cicatrizes provocadas pela inflama\u00e7\u00e3o e, na ELA, h\u00e1 cicatrizes provocadas por les\u00f5es degenerativas no c\u00e9rebro. A esclerose m\u00faltipla ocorre, normalmente, em pessoas jovens, enquanto a ELA costuma ocorrer em pessoas com mais de 50 anos.\u00bb \u2013 Pablo Villoslada<\/span><\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o as causas da esclerose m\u00faltipla?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abSabemos que, de uma forma geral, nas doen\u00e7as autoimunes, os mecanismos de imunotoler\u00e2ncia, que tornam o sistema imunit\u00e1rio capaz de identificar e respeitar as suas pr\u00f3prias estruturas, falham. E porque falham na esclerose m\u00faltipla? Existem fatores gen\u00e9ticos que podem afetar o risco ou a predisposi\u00e7\u00e3o de uma pessoa para desenvolver a doen\u00e7a, e existem tamb\u00e9m fatores ambientais que podem levar o sistema imunit\u00e1rio a cometer erros. Nos \u00faltimos anos, o v\u00edrus Epstein-Barr ganhou bastante peso entre os fatores ambientais, uma vez que \u00e9 provavelmente um dos principais fatores desencadeadores da doen\u00e7a.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><b>Que outros fatores de risco existem?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abSe falarmos dos fatores que aumentam o risco de desenvolver a doen\u00e7a, os mais frequentemente envolvidos s\u00e3o de natureza infeciosa, como o v\u00edrus Epstein-Barr. De facto, um estudo relativamente importante indica que este v\u00edrus parece ser uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o desenvolvimento da doen\u00e7a. Al\u00e9m disso, foram identificados outros fatores de risco que influenciam o desenvolvimento da esclerose m\u00faltipla, como o tabagismo, a falta de vitamina D e de exposi\u00e7\u00e3o solar, a obesidade e at\u00e9 outros v\u00edrus da fam\u00edlia do v\u00edrus da varicela.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 o peso dos fatores gen\u00e9ticos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abA esclerose m\u00faltipla n\u00e3o \u00e9 heredit\u00e1ria, mas tem uma base gen\u00e9tica, ou seja, existe uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para a desenvolver, mas isto n\u00e3o quer dizer que uma pessoa ter\u00e1 necessariamente a doen\u00e7a se os seus pais a tiverem. Foram descobertos mais de 250 genes associados ao desenvolvimento da esclerose m\u00faltipla, embora nem todos tenham o mesmo peso. Estes fatores gen\u00e9ticos fazem com que o nosso sistema imunit\u00e1rio, \u00e0 mais pequena provoca\u00e7\u00e3o, responda com uma inflama\u00e7\u00e3o excessiva e tenha dificuldade em controlar-se, facilitando o desenvolvimento da esclerose m\u00faltipla.\u00bb \u2013 Pablo Villoslada<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12885\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12885\" class=\"wp-image-12885\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog5-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog5-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog5-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog5-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog5-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog5-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-12885\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pablo Villoslada<\/em><\/p><\/div>\n<p><b>Como se conjugam os fatores gen\u00e9ticos e os fatores ambientais?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abA hist\u00f3ria \u00e9 mais ou menos assim. Temos pessoas geneticamente predispostas, com uma quantidade maior destes 250 genes envolvida. Surge um v\u00edrus, como o Epstein-Barr, e as suas defesas eliminam-no, mas encontram peda\u00e7os na mielina parecidos com o v\u00edrus e confundem-se, atacando-a. Se a vitamina D for baixa, se fumarmos ou se tivermos uma dieta rica em gorduras polinsaturadas, as defesas cometem ainda mais erros. Pelo contr\u00e1rio, se fizermos exerc\u00edcio f\u00edsico, por exemplo, as nossas defesas t\u00eam menos probabilidade de errar. Em pessoas geneticamente predispostas, \u00e9 desencadeada, assim, uma resposta autoimune que ataca a mielina e que aumenta ou diminui em fun\u00e7\u00e3o de todos estes fatores ambientais.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>A doen\u00e7a das mil caras<\/b><\/h3>\n<p><b>Por que raz\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es da esclerose m\u00faltipla variam tanto?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00ab\u00c9 uma doen\u00e7a em que a inflama\u00e7\u00e3o pode afetar qualquer parte do c\u00e9rebro, o tronco, a medula espinal ou o nervo \u00f3tico. Isto significa que os sintomas podem variar bastante, porque cada parte destas estruturas tem uma fun\u00e7\u00e3o particular na for\u00e7a, na vis\u00e3o, na audi\u00e7\u00e3o ou em fun\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias como a contin\u00eancia, entre outras. \u00c9 por isso que \u00e9 conhecida como a doen\u00e7a das mil caras, mas tamb\u00e9m n\u00e3o significa que os sintomas sejam infinitos. Na verdade, a maioria dos epis\u00f3dios segue padr\u00f5es pr\u00e9-determinados.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><b>Como se desenvolve a doen\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abQuando as nossas defesas atacam, por engano, uma zona do sistema nervoso central, h\u00e1 uma perda de fun\u00e7\u00f5es que dura, normalmente, duas a tr\u00eas semanas. Depois, o nosso organismo consegue reparar a mielina e recupera. \u00c9 a isto que chamamos um surto. No entanto, as nossas defesas tamb\u00e9m podem atacar zonas que n\u00e3o apresentam sintomas: em cada surto, considera-se que acontecem dez vezes mais coisas que n\u00e3o vemos. Por outro lado, \u00e9 necess\u00e1rio ter em conta que a capacidade de repara\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ilimitada, pelo que esta doen\u00e7a, se n\u00e3o for tratada, acaba por deixar sequelas, gerando uma inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>Que fun\u00e7\u00f5es cognitivas s\u00e3o mais afetadas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abNormalmente, a deteriora\u00e7\u00e3o \u00e9 progressiva e lenta e, a longo prazo, tende a afetar mais as fun\u00e7\u00f5es frontotemporais, sobretudo a aten\u00e7\u00e3o, a flu\u00eancia verbal e a mem\u00f3ria de trabalho \u2013 <\/span><i><span style=\"font-weight: 300;\">a capacidade de nos lembrarmos onde coloc\u00e1mos um objeto ou que deix\u00e1mos o fog\u00e3o aceso<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 300;\">. Estes sintomas v\u00e3o-se desenvolvendo ao longo dos anos.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><b>A esclerose m\u00faltipla pode favorecer o aparecimento de outras perturba\u00e7\u00f5es mentais?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abA doen\u00e7a tem sido associada a um aumento da incid\u00eancia de certas perturba\u00e7\u00f5es do humor, ansiedade e depress\u00e3o. Restam, no entanto, d\u00favidas sobre se se trata de uma consequ\u00eancia direta da doen\u00e7a ou se s\u00e3o sintomas an\u00edmicos reativos. Por outro lado, alguns estudos demonstraram tamb\u00e9m a exist\u00eancia de uma s\u00e9rie de sintomas anteriores \u00e0 doen\u00e7a, sintomas pouco espec\u00edficos como a ansiedade e a fadiga.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Diagn\u00f3stico da esclerose m\u00faltipla<\/b><\/h3>\n<p><b>Qual \u00e9 o n\u00edvel de preval\u00eancia da doen\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abAfeta cerca de dois milh\u00f5es e meio de pessoas no mundo e mais de 50 000 em Espanha. \u00c9 predominante na popula\u00e7\u00e3o branca e nas sociedades avan\u00e7adas, industrializadas. Al\u00e9m disso, \u00e0 medida que outras popula\u00e7\u00f5es em \u00c1frica e na \u00c1sia adotaram estilos de vida ocidentais, a incid\u00eancia aumentou. Por \u00faltimo, \u00e9 tamb\u00e9m mais frequente nas mulheres, tal como todas as doen\u00e7as inflamat\u00f3rias.\u00bb \u2013 Pablo Villoslada<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abA preval\u00eancia das doen\u00e7as inflamat\u00f3rias, e da esclerose m\u00faltipla em particular, tem aumentado nos \u00faltimos anos devido a v\u00e1rios fatores. Por um lado, \u00e9 diagnosticada mais facilmente, porque temos mais acesso \u00e0 resson\u00e2ncia magn\u00e9tica. Isto tamb\u00e9m significa que n\u00e3o s\u00e3o apenas os casos graves que s\u00e3o diagnosticados: mesmo os doentes que n\u00e3o apresentavam sintomas est\u00e3o agora a ser diagnosticados. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m melhor\u00e1mos bastante o diagn\u00f3stico em pessoas com mais de 60 anos e com menos de 16 anos de idade, idades em que, anteriormente, era mais dif\u00edcil obter um diagn\u00f3stico efetivo. Por outro lado, a preval\u00eancia tamb\u00e9m aumentou devido a fatores relacionados com o estilo de vida.\u00bb \u2013 Pablo Villoslada<\/span><\/p>\n<p><b>Por que raz\u00e3o afeta mais as mulheres?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abO sexo da pessoa desempenha um papel muito importante em todas as doen\u00e7as autoimunes, mas n\u00e3o sabemos bem porqu\u00ea. O papel das hormonas \u00e9, certamente, muito importante. Na verdade, a doen\u00e7a come\u00e7a, muitas vezes, na adolesc\u00eancia. Mas n\u00e3o est\u00e1 claro se o estrog\u00e9nio \u00e9 um verdadeiro fator diferenciador ou se existem outros fatores que contribuem.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12889\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12889\" class=\"wp-image-12889\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog6-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog6-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog6-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog6-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog6-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog6-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-12889\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/em><\/p><\/div>\n<p><b>E como afeta os jovens?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abO diagn\u00f3stico nos jovens \u00e9 mais complicado, porque h\u00e1 outras doen\u00e7as identificadas recentemente, como a doen\u00e7a associada \u00e0 MOC (Miosite Ossificante Circunscrita), que nos podem confundir. Al\u00e9m disso, o sistema imunit\u00e1rio dos jovens \u00e9 muito ativo: \u00e9 bastante eficaz contra as infe\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m mais ativo quando se trata de cometer erros. Isto faz com que a esclerose m\u00faltipla nos jovens seja particularmente agressiva, embora tamb\u00e9m tenham uma excelente capacidade de reparar as les\u00f5es.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>\u00c9 f\u00e1cil detetar a esclerose m\u00faltipla?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abOs crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico, que foram atualizados este ano, permitem-nos fazer um diagn\u00f3stico cada vez mais precoce, o que, por sua vez, \u00e9 crucial para iniciar o tratamento o mais cedo poss\u00edvel. Atualmente, podemos at\u00e9 identificar a doen\u00e7a em fases pr\u00e9-sintom\u00e1ticas em alguns doentes. Dispomos tamb\u00e9m de biomarcadores que nos ajudam a confirmar a suspeita e a atuar de forma mais r\u00e1pida e segura. Al\u00e9m disso, registaram-se progressos na compreens\u00e3o da doen\u00e7a por parte da popula\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m significa que as pessoas com esclerose m\u00faltipla est\u00e3o a ir ao m\u00e9dico mais cedo.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>O que pode ser melhorado no diagn\u00f3stico e que progressos foram feitos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abOnde temos mais problemas \u00e9 na antecipa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Podemos ver muito bem os surtos e a inflama\u00e7\u00e3o aguda com a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e tamb\u00e9m podemos trat\u00e1-los cada vez melhor. No entanto, a progress\u00e3o da doen\u00e7a \u00e9 mais dif\u00edcil de detetar e prever.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abCom o Dr. Pablo Naval, radiologista do Hospital de Bellvitge, estamos a levar a cabo um projeto para a utiliza\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial no diagn\u00f3stico da esclerose m\u00faltipla, uma vez que nos permite utilizar muitos dados em simult\u00e2neo para tentar melhorar a precis\u00e3o com que podemos prever o comportamento da doen\u00e7a. No entanto, embora a IA possa ajudar-nos, \u00e9 muito prov\u00e1vel que tenhamos de desenvolver novos marcadores para extrair mais informa\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Tratamento da esclerose m\u00faltipla: estaremos a caminhar para uma poss\u00edvel cura?<\/b><\/h3>\n<p><b>Que terapias est\u00e3o dispon\u00edveis para tratar a doen\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abTer esclerose m\u00faltipla h\u00e1 25 anos n\u00e3o tem nada que ver com ter esclerose m\u00faltipla hoje em dia. Temos muitas ferramentas para ajudar os doentes a ter uma vida normal. Temos medicamentos que nos permitem eliminar os surtos, eliminar as novas les\u00f5es e eliminar a inflama\u00e7\u00e3o aguda, e melhor\u00e1mos muito o progn\u00f3stico. \u00c9 verdade que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para melhorias: dispomos atualmente de um arsenal terap\u00eautico fabuloso, com 14 ou 15 medicamentos aprovados, mas continuamos a ter problemas no tratamento da inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica que ocorre a longo prazo.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>Que efeitos secund\u00e1rios causam estes tratamentos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abTamb\u00e9m melhor\u00e1mos muito nesse aspeto. Os primeiros tratamentos tinham de ser inoculados de dois em dois dias e eram bastante desagrad\u00e1veis, causando aquilo a que cham\u00e1vamos sintomas pseudogripais. Eram dif\u00edceis de tolerar. Hoje em dia, dispomos de v\u00e1rias estrat\u00e9gias para tentar tornar estas defesas menos agressivas. Isto pode ter um custo, porque, por vezes, a longo prazo, os doentes est\u00e3o mais expostos a infe\u00e7\u00f5es ou t\u00eam uma resposta mais fraca \u00e0s vacinas, mas est\u00e3o a ser envidados esfor\u00e7os no sentido de reduzir estes efeitos adversos. No dia a dia, a maioria dos tratamentos permite aos doentes fazer uma vida normal.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>Que papel desempenha a neuromodula\u00e7\u00e3o nestes tratamentos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abA neuromodula\u00e7\u00e3o consiste em utilizar energia para alterar o funcionamento do c\u00e9rebro. No caso da esclerose m\u00faltipla, estamos particularmente interessados nos ultrassons focalizados. Os ultrassons permitem-nos focar a energia em zonas muito espec\u00edficas do c\u00e9rebro, raz\u00e3o pela qual j\u00e1 s\u00e3o habitualmente utilizados para tratar algumas les\u00f5es, por exemplo, em doentes com Parkinson. At\u00e9 agora, vimos que, utilizando ultrassons a baixas intensidades, podemos alterar o funcionamento dos neur\u00f3nios e das c\u00e9lulas que ajudam os neur\u00f3nios a produzir mielina. Desta forma, podemos reduzir a inflama\u00e7\u00e3o, promover a forma\u00e7\u00e3o de mielina e prolongar a vida dos nervos, atrasando a progress\u00e3o da doen\u00e7a.\u00bb \u2013 Pablo Villoslada<\/span><\/p>\n<p><b>Que novos medicamentos est\u00e3o a caminho?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abOs tratamentos melhoraram muito, mas ainda temos de resolver a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica. Neste sentido, h\u00e1 v\u00e1rios medicamentos interessantes que est\u00e3o a ser testados e que poder\u00e3o come\u00e7ar a ser utilizados a curto ou m\u00e9dio prazo. Temos esperan\u00e7a de que os chamados medicamentos BTK possam atuar sobre a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica encapsulada a n\u00edvel central. Outro medicamento que nos d\u00e1 esperan\u00e7a e em cujo ensaio cl\u00ednico estamos a participar \u00e9 o FlexalimAB. E h\u00e1 tamb\u00e9m imunoterapias interessantes que est\u00e3o a come\u00e7ar a ser testadas, como as terapias CAR-T, que consistem em extrair c\u00e9lulas de defesa do doente e trein\u00e1-las para atacar um alvo espec\u00edfico (no caso da esclerose m\u00faltipla, a ideia \u00e9 que possam atacar as c\u00e9lulas de defesa que est\u00e3o a atacar o sistema nervoso). Por \u00faltimo, um desenvolvimento muito interessante \u00e9 o dos <\/span><i><span style=\"font-weight: 300;\">shuttles<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 300;\"> ou vaiv\u00e9ns que permitem que os medicamentos que utilizamos atualmente penetrem melhor no cr\u00e2nio e nas meninges, ou seja, no sistema nervoso central, e tratem a inflama\u00e7\u00e3o encapsulada.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12897\" style=\"font-size: 16px;\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog8-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog8-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog8-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog8-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog8-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CR_Debate_EsclerosisMultiple-Blog8-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em>Pablo Arroyo-Pereiro<\/em><\/p>\n<p><b>Existem vacinas que possam prevenir a doen\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abH\u00e1 uma grande expetativa em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de uma vacina contra o v\u00edrus Epstein-Barr, uma vez que as evid\u00eancias atuais sugerem que a infe\u00e7\u00e3o por este v\u00edrus \u00e9 quase um requisito para o desenvolvimento da esclerose m\u00faltipla. Estamos a trabalhar com a hip\u00f3tese de que, se pud\u00e9ssemos vacinar as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es e eliminar este fator desencadeador, poder\u00edamos imaginar um mundo sem esclerose m\u00faltipla. Ainda temos muito trabalho pela frente antes de podermos confirmar se \u00e9 o caso, mas j\u00e1 est\u00e3o em curso ensaios cl\u00ednicos de vacinas contra o Epstein-Barr.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n<p><b>Poder\u00e1 alguma vez haver uma cura para a esclerose m\u00faltipla?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abPenso que sim. Talvez n\u00e3o seja poss\u00edvel erradicar completamente a doen\u00e7a, mas se conseguirmos controlar os fatores de risco, como o v\u00edrus Epstein-Barr, e se conseguirmos localizar as prote\u00ednas espec\u00edficas que desencadeiam o ataque do sistema imunit\u00e1rio, poderemos desenvolver tratamentos muito mais eficazes. Poder\u00edamos ter a doen\u00e7a totalmente sob controlo e inativa.\u00bb \u2013 Pablo Villoslada<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abAtualmente, a vacina contra o v\u00edrus Epstein-Barr \u00e9 uma boa aposta para prevenir casos futuros. Os medicamentos para tratar a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica tamb\u00e9m s\u00e3o importantes. N\u00e3o sei se conseguiremos congelar completamente a doen\u00e7a, mas estamos no bom caminho. Penso que tamb\u00e9m seria importante melhorar os tratamentos que refor\u00e7am a regenera\u00e7\u00e3o da mielina, porque, at\u00e9 agora, n\u00e3o conseguimos encontrar nada que funcione bem.\u00bb \u2013 Pablo Arroyo-Pereiro<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u00abNo ano passado, particip\u00e1mos num grupo internacional de cientistas em que se tentou definir o caminho para a cura da esclerose m\u00faltipla. Acho que foi uma das primeiras iniciativas em que nos atrevemos a utilizar esta palavra: curar. Conclu\u00edmos que eram necess\u00e1rias tr\u00eas coisas: conseguir travar a doen\u00e7a, que \u00e9 onde somos melhores neste momento, reparar o que se perdeu e prevenir a doen\u00e7a.\u00bb \u2013 Mar Tintor\u00e9 Subirana<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FaPzlYKpDXE?si=40r6EjhnZnN9sAO6\" width=\"400\" height=\"225\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\">\ufeff\ufeff\ufeff<\/iframe><\/p>\n<p>A cada cinco minutos, \u00e9 diagnosticado um novo caso de esclerose m\u00faltipla no mundo. Esta doen\u00e7a afeta mais de 2,8 milh\u00f5es de pessoas a n\u00edvel global, 55 000 em Espanha. Surge, geralmente, entre os 20 e os 40 anos (\u00e9 a segunda maior causa de incapacidade entre os jovens) e tr\u00eas em cada quatro pessoas que sofrem da doen\u00e7a s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p>A esclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a neurodegenerativa de origem autoimune que afeta o c\u00e9rebro e a medula espinal. Ocorre quando o sistema imunit\u00e1rio ataca, por engano, a camada protetora dos neur\u00f3nios, chamada mielina, bem como os seus ax\u00f3nios, a parte que os liga a outras c\u00e9lulas nervosas. 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