{"id":10477,"date":"2025-05-29T09:22:47","date_gmt":"2025-05-29T08:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/?p=10477"},"modified":"2025-05-29T09:23:03","modified_gmt":"2025-05-29T08:23:03","slug":"a-revolucao-terapeutica-do-arn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/a-revolucao-terapeutica-do-arn\/","title":{"rendered":"A revolu\u00e7\u00e3o terap\u00eautica do ARN"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10412\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Quando Margaret Keenan, uma mulher de 90 anos de Coventry (Reino Unido), recebeu a primeira vacina contra a COVID-19, tinham passado apenas 11 meses desde a descoberta do v\u00edrus que a causou e <\/span><b>menos de nove meses desde a declara\u00e7\u00e3o de pandemia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><span style=\"font-weight: 300;\"> Est\u00e1vamos a 8 de dezembro de 2020 e a biomedicina estava a estabelecer um recorde hist\u00f3rico. Em compara\u00e7\u00e3o, a vacina contra o \u00e9bola demorou cinco anos a ser desenvolvida e aprovada, e a vacina contra o sarampo, sete anos. Esta rapidez sem precedentes foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, entre eles, financiamento e coopera\u00e7\u00e3o global excecionais, mas um deles fez toda a diferen\u00e7a: <\/span><b>a tecnologia do ARN (\u00e1cido ribonucleico ou RNA, na sigla em ingl\u00eas).<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Longe de ser uma solu\u00e7\u00e3o pontual, este avan\u00e7o abriu as portas a uma nova gera\u00e7\u00e3o de terapias: as terapias baseadas em ARN (uma mol\u00e9cula fundamental em processos essenciais como a s\u00edntese de prote\u00ednas) que est\u00e3o a revolucionar a medicina ao proporcionar formas mais vers\u00e1teis, precisas e personalizadas de combater doen\u00e7as.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u201c<\/span><b>As vacinas de ARN s\u00e3o apenas o primeiro passo de uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/b> <span style=\"font-weight: 300;\">Num futuro pr\u00f3ximo, vamos assistir ao aparecimento n\u00e3o s\u00f3 de novas vacinas, mas tamb\u00e9m de medicamentos que, utilizando uma tecnologia semelhante, v\u00e3o corrigir ou melhorar v\u00e1rias doen\u00e7as\u201d, explica <\/span><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaresearch-investigacion-salud-2024-proyecto-terapias-cancer-higado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 300;\">Puri Fortes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, investigadora CaixaResearch do <\/span><a href=\"https:\/\/cima.cun.es\/investigacion\/personal-investigacion\/purificacion-fortes-alonso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 300;\">Centro de Investiga\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Aplicada (CIMA) da Universidade de Navarra<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\"> e especialista em novas terapias de ARN para tratar o cancro do f\u00edgado.<\/span><\/p>\n<p><b>O potencial \u00e9 enorme, mas os desafios tamb\u00e9m:<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> tornar o ARN mais est\u00e1vel no organismo, minimizar os efeitos adversos, direcion\u00e1-lo com precis\u00e3o para os tecidos afetados e aperfei\u00e7oar os modos de administra\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Com a colabora\u00e7\u00e3o de cinco investigadores da rede CaixaResearch, analis\u00e1mos a forma como esta nova gera\u00e7\u00e3o de terapias, fruto de d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o silenciosa, poder\u00e1 marcar o<\/span><b> in\u00edcio de uma medicina mais r\u00e1pida, mais precisa e mais personalizada<\/b><b>.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><em><b>Mais al\u00e9m das vacinas<\/b><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">O ARN \u00e9 um parente pr\u00f3ximo do ADN (\u00e1cido desoxirribonucleico) e existe sob diferentes formas. O mais conhecido \u00e9 o <\/span><b>ARN mensageiro (ARNm)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 300;\"> que copia as instru\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas do ADN e as transporta at\u00e9 aos ribossomas, onde s\u00e3o<\/span> <b>fabricadas as prote\u00ednas essenciais \u00e0 vida.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Esta fun\u00e7\u00e3o de \u201cmensageiro\u201d foi fundamental para o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19, mas as suas aplica\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito mais al\u00e9m.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">O <\/span><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaresearch-investigacion-salud-2023-proyecto-esclerosis-amiotrofica\"><span style=\"font-weight: 300;\">grupo de Pascual Torres e Manuel Portero<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, investigadores CaixaResearch do <\/span><a href=\"https:\/\/www.irblleida.org\/es\/investigacion\/staff\/130386\/manuel-portero-otin\"><span style=\"font-weight: 300;\">Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Biom\u00e9dica de L\u00e9rida (IRBLleida-UdL)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, est\u00e1 a explorar o seu <\/span><b>potencial para tratar a esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA),<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> uma doen\u00e7a neurodegenerativa grave. \u201cNa ELA, certos tipos de ARNm s\u00e3o alterados, gerando instru\u00e7\u00f5es erradas que acabam por produzir prote\u00ednas defeituosas\u201d, explica Manuel Portero.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_10396\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10396\" class=\"wp-image-10396\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN11-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN11-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN11-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN11-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN11-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN11-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-10396\" class=\"wp-caption-text\"><em>Manuel Portero<\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">A terapia que este grupo de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 a desenvolver visa neutralizar um dos ARN defeituosos envolvidos na ELA, atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica conhecida como <\/span><b>antisense RNA ou asRNA (ARN antissentido).<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Esta t\u00e9cnica consiste na cria\u00e7\u00e3o de uma pequena sequ\u00eancia de ARN que se encaixa perfeitamente, tal como uma pe\u00e7a de puzzle, no ARN anormal. \u201cAo ligar-se a ele, impede que este se acumule e seja utilizado pela c\u00e9lula para produzir prote\u00ednas erradas, interrompendo, assim, a progress\u00e3o dos danos celulares\u201d, acrescenta Pascual Torres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Al\u00e9m disso, este projeto de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 a estudar a possibilidade de utilizar estes ARN anormais como <\/span><b>biomarcadores da doen\u00e7a,<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> ou seja, como sinais biol\u00f3gicos que ajudem a detet\u00e1-la e a acompanhar a sua evolu\u00e7\u00e3o. \u201cIsto permitiria desenvolver terapias de grande precis\u00e3o, inclusivamente personalizadas para cada doente. \u00c9 uma das vantagens mais prometedoras da terapia baseada em ARN\u201d, diz Manuel Portero.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><em><b>O sistema imunit\u00e1rio como aliado<\/b><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">O ARN est\u00e1 tamb\u00e9m a revolucionar o tratamento do cancro, especialmente atrav\u00e9s das imunoterapias e das vacinas antitumorais. A equipa de <\/span><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/ca\/convocatoria-caixaimpulse-innovacio-salut-2023-projecte-immunoterapia-cancer-mama\"><span style=\"font-weight: 300;\">Toni Celi\u00e0-Terrassa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, investigador CaixaResearch do <\/span><a href=\"https:\/\/r.search.yahoo.com\/_ylt=AwrLABR0NSxoEAIA7y5U04lQ;_ylu=Y29sbwNpcjIEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny\/RV=2\/RE=1748937332\/RO=10\/RU=https%3a%2f%2fceliaterrassalab.com%2fteam%2f\/RK=2\/RS=hRdaQLmaCy_TWNE8h5Eu5yVFVwY-\"><span style=\"font-weight: 300;\">Hospital del Mar Research Institute (HMRI) de Barcelona<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, trabalha em novas terapias baseadas no ARN mensageiro que ajudam o nosso pr\u00f3prio sistema imunit\u00e1rio a <\/span><b>detetar mais eficazmente o cancro da mama.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u201cQueremos aumentar o n\u00famero de doentes que podem beneficiar da imunoterapia\u201d, explica Toni Celi\u00e0-Terrassa. \u201cAl\u00e9m disso, temos outras linhas de investiga\u00e7\u00e3o onde <\/span><b>procuramos conceber tratamentos que previnam o desenvolvimento de met\u00e1stases<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 300;\"> bloqueando os mecanismos utilizados para escapar ao nosso sistema imunit\u00e1rio nos \u00f3rg\u00e3os metast\u00e1ticos\u201d, salienta.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_10404\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10404\" class=\"wp-image-10404\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN13-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN13-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN13-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN13-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN13-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN13-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-10404\" class=\"wp-caption-text\"><em>Toni Celi\u00e0<\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">No entanto, a \u00e1rea das imunoterapias ainda enfrenta muitos desafios, a come\u00e7ar pela compreens\u00e3o da complexidade do sistema imunit\u00e1rio a n\u00edvel individual. Neste contexto, o <\/span><a href=\"https:\/\/fundacionlacaixa.org\/es\/caixaresearch-institute\"><span style=\"font-weight: 300;\">CaixaResearch Institute<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, o primeiro centro de investiga\u00e7\u00e3o especializado em imunologia de Espanha e um dos primeiros da Europa, ter\u00e1 um papel decisivo. \u201c<\/span><b>A abordagem pioneira do CaixaResearch Institute \u00e9 fundamental,<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> uma vez que a imunologia est\u00e1 envolvida na maioria das patologias cr\u00f3nicas, al\u00e9m do envelhecimento e das doen\u00e7as que lhe est\u00e3o associadas. Os seus avan\u00e7os podem ser aplicados a muitas \u00e1reas da sa\u00fade de uma forma transversal. Por exemplo, estamos a aplicar esta transversalidade nos nossos estudos sobre imunologia tumoral, uma vez que os mesmos mecanismos podem ser relevantes em doen\u00e7as infeciosas, autoimunes e neuroimunol\u00f3gicas&#8221;, explica Toni Celi\u00e0-Terrassa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><em><b>Novas instru\u00e7\u00f5es contra o cancro<\/b><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Para al\u00e9m do ARN mensageiro, existem outros tipos de ARN com um enorme potencial terap\u00eautico. \u00c9 o caso dos tipos de <\/span><b>ARN n\u00e3o codificantes, que n\u00e3o participam na produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas, mas sim na regula\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos processos celulares.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Muitos destes ARN est\u00e3o presentes nas c\u00e9lulas tumorais e podem estabelecer a diferen\u00e7a entre um tumor benigno e um tumor maligno. A equipa de <\/span><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaresearch-investigacion-salud-2024-proyecto-terapias-cancer-higado\"><span style=\"font-weight: 300;\">Puri Fortes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, investigadora CaixaResearch do <\/span><a href=\"https:\/\/cima.cun.es\/investigacion\/personal-investigacion\/purificacion-fortes-alonso\"><span style=\"font-weight: 300;\">CIMA da Universidade de Navarra<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, est\u00e1 a estudar um deles: um ARN chamado <\/span><b>NIHCOLE,<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> fundamental no desenvolvimento do hepatocarcinoma, uma das formas mais agressivas de cancro do f\u00edgado.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_10392\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10392\" class=\"wp-image-10392\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN10-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN10-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN10-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN10-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN10-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN10-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-10392\" class=\"wp-caption-text\"><em>Puri Fortes<\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u201cO NIHCOLE \u00e9 o nosso ARN n\u00e3o codificante preferido&#8221;, explica Puri Fortes. N\u00e3o se encontra em tecidos saud\u00e1veis, mas encontra-se nos tumores da maioria dos doentes com hepatocarcinoma. Se aplicarmos radioterapia ou quimioterapia a estes tumores, quebramos o seu ADN, mas eles sobrevivem gra\u00e7as ao NIHCOLE, que atua como uma poderosa ferramenta de repara\u00e7\u00e3o\u201d, explica a investigadora. Por esta raz\u00e3o, o seu objetivo \u00e9 claro: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><b>Queremos atacar o NIHCOLE para desativar o mecanismo que permite ao tumor reparar o seu ADN.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Se n\u00e3o for poss\u00edvel repar\u00e1-lo, a c\u00e9lula tumoral n\u00e3o conseguir\u00e1 sobreviver&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Para al\u00e9m de ter sido identificado no f\u00edgado, o ARN NIHCOLE foi identificado noutros tipos de cancro, como o da mama, do pulm\u00e3o, do c\u00f3lon e da cabe\u00e7a e pesco\u00e7o. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><b>O potencial destas terapias \u00e9 enorme<\/b><b>.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Precisamos de descobrir mais ARN como este, conhecer as suas sequ\u00eancias, compreender como se dobram numa estrutura celular e qual \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o. Poderemos, desta forma, fazer o caminho inverso e <\/span><b>obter milhares de poss\u00edveis terapias, de forma muito mais \u00e1gil e simples<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 300;\">, afirma Puri Fortes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><em><b>Estrat\u00e9gias de precis\u00e3o para as doen\u00e7as hep\u00e1ticas<\/b><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Entre os ARN n\u00e3o codificantes com maior potencial terap\u00eautico destacam-se o <\/span><b>small interfering RNA ou siRNA<\/b> <b>(pequeno ARN interferente) e o asRNA, ambos capazes de \u201csilenciar\u201d genes espec\u00edficos.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> Embora a sua utiliza\u00e7\u00e3o em terapias contra o cancro seja habitualmente investigada, esta ferramenta tamb\u00e9m demonstra um grande potencial para combater doen\u00e7as raras. A equipa de <\/span><a href=\"https:\/\/caixaresearch.org\/es\/convocatoria-caixaimpulse-innovacion-salud-2023-proyecto-hepaticas-arn-terapeutico\"><span style=\"font-weight: 300;\">Malu Mart\u00ednez-Chantar<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, investigadora principal do laborat\u00f3rio de <\/span><a href=\"https:\/\/www.cicbiogune.es\/people\/mlmartinez\"><span style=\"font-weight: 300;\">Doen\u00e7as Hep\u00e1ticas do CIC bioGUNE<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, que conta com o apoio do <\/span><a href=\"https:\/\/www.cicbiogune.es\/news\/la-fundacion-la-caixa-impulsa-dos-proyectos-biomedicos-de-cic-biogune-para-trasladar-sus\"><span style=\"font-weight: 300;\">CaixaImpulse Inova\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 300;\">, est\u00e1 a estudar a forma de aplicar esta tecnologia para <\/span><b>bloquear um gene envolvido no metabolismo celular.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> A superexpress\u00e3o deste gene, ou seja, a produ\u00e7\u00e3o excessiva da sua prote\u00edna, tem sido associada a v\u00e1rias doen\u00e7as hep\u00e1ticas raras.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_10400\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10400\" class=\"wp-image-10400\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN12-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN12-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN12-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN12-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN12-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN12-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-10400\" class=\"wp-caption-text\"><em>Malu Mart\u00ednez-Chantar<\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">\u201cAt\u00e9 agora, <\/span><b>observ\u00e1mos uma efic\u00e1cia terap\u00eautica not\u00e1vel<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> em diferentes modelos de doen\u00e7a hep\u00e1tica, desde dist\u00farbios metab\u00f3licos at\u00e9 doen\u00e7a hep\u00e1tica alco\u00f3lica, toxicidade induzida por paracetamol e certos tipos de cancro, como o colangiocarcinoma\u201d, explica Malu Mart\u00ednez-Chantar. \u201cAcreditamos que esta estrat\u00e9gia tem um enorme potencial no tratamento de v\u00e1rias doen\u00e7as hep\u00e1ticas, tanto inflamat\u00f3rias como oncol\u00f3gicas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">O segredo reside em atacar vias moleculares muito espec\u00edficas. \u201cEstas doen\u00e7as partilham vias moleculares que contribuem para a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica, para o stress oxidativo e para a remodela\u00e7\u00e3o excessiva do tecido hep\u00e1tico\u201d, acrescenta a investigadora. \u201cSer capaz de <\/span><b>bloquear estes processos de forma seletiva com siRNA<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u00e9 uma alternativa altamente eficaz e menos t\u00f3xica do que muitos tratamentos convencionais.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><em><b>Um novo ponto de partida<\/b><\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Os cinco investigadores CaixaResearch partilham da mesma opini\u00e3o: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o<\/span><b> ARN vai marcar um ponto de viragem na medicina do futuro<\/b><b>.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> \u201c\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel que, dentro de alguns anos, as terapias de ARN para doen\u00e7as como as do f\u00edgado sejam t\u00e3o comuns quanto os medicamentos convencionais\u201d, diz Malu Mart\u00ednez-Chantar. \u201cA sua conce\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais r\u00e1pida e flex\u00edvel, o que permite que sejam adaptadas a cada doente e a novos alvos moleculares com maior precis\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 300;\">Puri Fortes levanta uma possibilidade ainda mais disruptiva: \u201cvai permitir-nos criar <\/span><b>vacinas personalizadas contra o cancro,<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> concebidas a partir das sequ\u00eancias de ARN pr\u00f3prias de cada tumor. Embora os tumores partilhem o mesmo genoma das c\u00e9lulas saud\u00e1veis, existem prote\u00ednas que s\u00f3 aparecem nas c\u00e9lulas tumorais. Se estas prote\u00ednas forem bem identificadas, <\/span><b>o resto da tecnologia para desenvolver vacinas j\u00e1 existe.<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> S\u00f3 falta seguir o processo que todos aprendemos gra\u00e7as \u00e0 COVID-19: fazer uma PCR para as detetar, criar um ARN que as codifique, introduzi-lo numa nanopart\u00edcula&#8230; e vacinar o doente\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>O ARN, que durante anos permaneceu em segundo plano, tornou-se o protagonista de uma nova era na medicina,<\/b><span style=\"font-weight: 300;\"> uma era que promete terapias mais inteligentes, personalizadas e eficazes para combater algumas das doen\u00e7as mais complexas que enfrentamos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10412\" src=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blog.caixaresearch.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CR_Articulo-ARN15-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Quando Margaret Keenan, uma mulher de 90 anos de Coventry (Reino Unido), recebeu a primeira vacina contra a COVID-19, tinham passado apenas 11 meses desde a descoberta do v\u00edrus que a causou e menos de nove meses desde a declara\u00e7\u00e3o de pandemia. Est\u00e1vamos a 8 de dezembro de 2020 e a biomedicina estava a estabelecer um recorde hist\u00f3rico. Em compara\u00e7\u00e3o, a vacina contra o \u00e9bola demorou cinco anos a ser desenvolvida e aprovada, e a vacina contra o sarampo, sete anos. Esta rapidez sem precedentes foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, entre eles, financiamento e coopera\u00e7\u00e3o global excecionais, mas um deles fez toda a diferen\u00e7a: a tecnologia do ARN (\u00e1cido ribonucleico ou RNA,<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[597,586],"tags":[],"class_list":["post-10477","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-sem-categoria"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A revolu\u00e7\u00e3o terap\u00eautica do ARN - Blog CaixaCi\u00e8ncia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blog.caixaresearch.org\/pt-pt\/a-revolucao-terapeutica-do-arn\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A revolu\u00e7\u00e3o terap\u00eautica do ARN - Blog CaixaCi\u00e8ncia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Quando Margaret Keenan, uma mulher de 90 anos de Coventry (Reino Unido), recebeu a primeira vacina contra a COVID-19, tinham passado apenas 11 meses desde a descoberta do v\u00edrus que a causou e menos de nove meses desde a declara\u00e7\u00e3o de pandemia. 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